Defesa de Cachoeira recorre ao TRF para tentar transferência de presídio

No fim de semana, Justiça Federal de Goiás negou pedido de transferência.
Bicheiro está preso em presídio de segurança máxima em Mossoró (RN).

defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, afirmou nesta segunda-feira (16) que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para tentar a transferência para um presídio mais próximo de Goiás, onde está a família do contraventor.

Na última sexta (13), o juiz da 11ª Vara Criminal Federal de Goiânia Paulo Augusto Moreira Lima negou o pedido para que o bicheiro fosse transferido.

Suspeito de chefiar uma quadrilha de jogo ilegal, Cachoeira foi preso pela Polícia Federal no final de fevereiro, durante a operação Monte Carlo, e por questões de segurança foi transferido para um presídio de segurança máxima em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Os advogados do bicheiro pediram a remoção de Cachoeira , mas não indicou um presídio específico para o qual ele poderia ser removido – apenas pediu que ele saísse do sistema prisional federal, que tem regras mais rigorosas de segurança.

A defesa alegou que a prisão é ilegal e citou que, caso ele não estivesse em Mossoró, poderia ir ao enterro da mãe, que morreu em Anápolis (GO) na madrugada desta segunda.

Segundo a advogada Dora Cavalcanti, Cachoeira perguntou à direção do presídio qual seria o trâmite para a liberação para que fosse ao enterro da mãe. No entanto, os advogados foram informados que levaria alguns dias por se tratar de uma prisão de segurança máxima.

“Seria tranquilo se ele estivesse em uma penitenciária em Goiás. Essa tragédia pessoal pela qual ele terá de passar no isolamento, há três mil quilômetros da família, só mostra o quão ilegal é essa situação. É um prejuízo irreparável, mesmo que, lá na frente, se reconheça a ilegalidade dessa prisão”, afirmou a advogada.

De acordo com Dora Cavalcanti, essa situação “fere os direitos humanos mais básicos”. Segundo ela, não haveria necessidade de estar em presídio de segurança máxima porque ele é réu primário.

Escutas telefônicas apontaram o envolvimento dele com parlamentares, motivo pelo qual o Congresso vai instaurar uma CPI mista (comissão parlamentar de inquérito com senadores e deputados).

Liberdade
Na última quinta-feira, o ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de liberdade feito pela defesa do bicheiro.

No final de março, Cachoeira já teve um pedido de liberdade negado pela Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A defesa argumentou que o bicheiro não tem antecedentes criminais.

A decisão do ministro é liminar (provisória). O mérito do pedido feito pela defesa do bicheiro ainda terá de ser analisado pela Quinta Turma do STJ. Esse julgamento ainda não tem data para ocorrer.

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