CPI do Cachoeira convidará Gurgel para ir à comissão

Presidente e relator da CPI do Cachoeira querem que procurador-geral da República explique por que demorou três anos para abrir uma investigação contra Demóstenes.

O presidente e o relator da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e deputado Odair Cunha (PT-MG), vão fazer um convite na quarta-feira para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, compareça à comissão parlamentar que tem por objetivo investigar as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com agentes públicos e privados. O encontro de Vital e Cunha está marcado para as 10h na sede do Ministério Público Federal, em Brasília.

A dupla pretende fazer o convite para que Gurgel explique posteriormente à CPI, entre outros assuntos, o motivo pelo qual demorou três anos para abrir uma investigação contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) por envolvimento com Cachoeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão da dupla é um gesto político que procura evitar que a comissão vote requerimentos que pretendem convocar o chefe do Ministério Público.

No caso do convite, ele pode ser declinado. Já uma convocação para uma CPI não pode ser recusada. Na semana passada, durante a primeira reunião de trabalho da comissão, o senador Fernando Collor (PTB-AL) quis convocar Gurgel. Petistas demoveram-no da ideia de pedir a votação do requerimento. “Vamos fazer um convite para ele esclarecer as razões para abrir o inquérito no STF”, explicou Vital do Rêgo.

Às 10 horas da quarta-feira, a comissão deve receber os autos do STF relativos a Demóstenes. Em seguida, Vital deve se reunir com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para convidar os delegados da PF que participaram das investigações.

No mesmo dia, às 14h30, a comissão se reunirá para votar os primeiros requerimentos de convocação de autoridades e envolvidos. Na ocasião, Vital deve entregar aos integrantes titulares e suplentes da CPI uma cartilha sobre as regras de funcionamento da comissão. Ele está preocupado com o vazamento de informações sigilosas, como é o caso do inquérito que será enviado ao Congresso. “Vamos trabalhar com o que nós temos e avançar a partir do que vai chegar”, afirmou o presidente da CPI.

Fonte: Estadao.com.br 

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