Conselho de Ética insiste em ter acesso a inquérito do Supremo sobre Demóstenes

O presidente do Conselho de Ética, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), informou que vai se encontrar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. A intenção é pedir àquela Corte que envie ao Senado informações sobre as investigações relativas a Demóstenes Torres (sem partido-GO).

O parlamentar está sendo processado pelo conselho sob a acusação de tráfico de influência e participação em um esquema de jogos ilegais mantido pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal desde fevereiro.

O presidente do Conselho de Ética, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)

O pedido de abertura de inquérito foi feito ao STF pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no dia 28 de março. O Senado já havia solicitado as informações, primeiramente ao Ministério Público e depois ao Supremo, mas Lewandovski negou acesso ao inquérito, alegando que só uma Comissão Parlamentar de Inquérito poderia fazer o requerimento.

– Nosso objetivo é mostrar ao ministro que podemos trabalhar de forma afinada no compartilhamento de informações. Dentro das possibilidades legais, podemos ajudar o Judiciário; e eles também nos podem ser úteis – afirmou Valadares.

Prazos

O senador disse que pretende concluir a apuração do Conselho de Ética antes do recesso parlamentar de julho. Para isso, lembra ele, será necessário que o relator Humberto Costa (PT-PE) cumpra com rigor os prazos.

– Ainda hoje devemos nos reunir também para tratarmos do cronograma de trabalho. Acredito que o relator será capaz de fazer uma apuração ágil respeitando o regimento interno da Casa e os direitos do acusado – afirmou.

A assessoria do relator Humberto Costa informou que a defesa de Demóstenes deve ser feita no Conselho  até o dia 25 de abril. Após a defesa, Humberto Costa tem até cinco dias úteis para apresentar um relatório preliminar com análise sobre a admissibilidade das denúncias.

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