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Demóstenes Torres pede desligamento do DEM

Parlamentar permanece no Senado sem partido. Processo de expulsão aberto pelo DEM deixa de existir

O ex-líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres, acaba de pedir desligamento da legenda. O ofício foi encaminhado, há pouco, ao presidente do partido, José Agripino Maia. Com isso, Demóstenes permanece no Senado, só que sem partido. Assim, o processo de expulsão aberto nesta segunda, 2, no DEM deixa de existir. As informações são das assessorias de imprensa de Agripino Maia e de Demóstenes Torres.

Ele aguarda o pedido de apuração protocolado na Mesa Diretora do Senado pelo PSOL. A legenda quer que o Conselho de Ética investigue as denúncias de ligação de Demóstenes com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por envolvimento com máquinas caça-níqueis em Goiás.

Gravações feitas pela Polícia Federal registraram solicitação de dinheiro a Cachoeira, feitas pelo senador e informações privilegiadas repassados por Demóstenes para o controlador do jogo ilegal em Goiás.
Assembleia Legistaliva
Parecer sobre constitucionalidade da Ficha Limpa no Executivo Estadual deve sair até final da próxima semana

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 002/2012 que estende a Lei da Ficha Limpa aos cargos do Poder Executivo no Ceará deve ter um parecer da Procuradoria Jurídica da Assembleia Legislativa (AL) até o dia 13 de abril. A afirrmação é do  procurador Reno Ximenes, que disse que o documento ainda não foi produzido porque a Procuradoria está realizando coletando informações  em todo o Brasil para que seja emitido um laudo definitivo sobre o tema. “É preciso formatar uma decisão jurídica permanente”, enfatizou. O procurador defendeu que o tempo de estudo é necessário para “dar maior segurança ao parecer e não deixará a Assembleia vulnerável a ações judiciais”.

Quando a PEC começou a tramitar, no início de 2011, Reno Ximenes emitiu parecer pela inconstituconalidade da proposta, que foi então arquivada. O Supremo Tribunal Federal (STF), contudo, deliberou que a Lei da Ficha Limpa é constitucional, o que motivou o relator da propsta, deputado Antônio Carlos (PT) a pedir novo parecer à Procuradoria Jurídica da AL. A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assmbleia espera o resultado do estudo de Ximenes desde o fim de fevereiro deste ano. Em março o procurador chegou a dizer que não emitiria um segundo documento, uma vez que a opinião dele sobre o assunto continuava a mesma: a matéria seria inconstitucional.

Justiça de São Paulo barra ‘carteiradas’ dadas por políticos

A Justiça de São Paulo determinou a suspensão das atividades de uma entidade que distribuía carteirinhas com o objetivo de conceder facilidades a seus portadores.

O papel, que tem brasão e aparência de documento oficial, traz uma solicitação a autoridades civis e militares para que seja concedido “trânsito livre” aos que o possuem.

A decisão judicial mandou ainda recolher todas as carteirinhas, que eram fornecidas pela OPB (Ordem dos Parlamentares do Brasil).

A entidade, criada em 1976, reúne em sua maioria políticos de pouca expressão e é apontada pelo Ministério Público como “mera associação civil de direito privado, sem nenhuma ligação direta ou indireta” com o Legislativo.

OUTRO LADO

Indicado para falar pela OPB (Ordem dos Parlamentares do Brasil), o advogado Ricardo Sikler afirmou que ainda não foi citado no processo.

“Nós sabemos por intermédio de terceiros que existe essa ação. Assim que tivermos a informação oficial vamos nos manifestar através dos autos”, afirma.

Segundo o advogado, a diretoria da OPB está encerrando as suas atividades. “A entidade é deficitária”, afirmou.

 

Por espaço na TV, Chalita será estrela de comercial do PMDB

Gabriel Chalita (PMDB-SP), pré-candidato a prefeito de São Paulo, será a estrela de comerciais que o PMDB levará ao ar em abril e em junho.

Serão 20 inserções de 30 segundos. O partido acredita que a exposição televisiva ajudará a elevar um pouco mais a intenção de votos dele nas pesquisas eleitorais.

Chalita e o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, selaram um pacto de união para um eventual segundo turno com José Serra (PSDB). Os dois unirão forças contra o tucano, seja quem for para a etapa final da eleição.

O petista confirmou ter sido recebido para um jantar na casa de Chalita no mês de março, como noticiou a coluna “Mônica Bergamo”. Segundo Haddad, os dois mantêm “uma relação de respeito e amizade” e que não foi preciso selar um pacto de não agressão na campanha.

Em crise, DEM vê derrocada no Congresso

Protagonista do cenário político no passado, o DEM (extinto PFL) perdeu seus principais quadros e hoje tem uma representação reduzida no Congresso.

As denúncias contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que era um dos principais nomes do partido, reforçam a crise iniciada em 2007, com a morte de Antônio Carlos Magalhães e a mudança de PFL para Democratas.

A bancada no Senado tem cinco senadores, um deles suplente. Em 2006, o partido chegou a ser a maior bancada da Casa, com 18 senadores. Na Câmara, a situação não é diferente. São 27 deputados. Até o ano passado, antes da criação do PSD, eram 43.

Além disso, em pouco mais de um ano, o partido perdeu a Prefeitura de São Paulo e os governos de Santa Catarina e Distrito Federal. Sua única governadora hoje é Rosalba Ciarlini, no Rio Grande do Norte.

No Senado, sem nomes com tradição no partido, José Agripino (RN) foi obrigado a acumular o cargo de líder e de presidente da legenda.

A derrocada ganhou força em 2009, com o “mensalão do DEM”, que resultou na cassação de José Roberto Arruda do governo do DF.

Mas o principal golpe veio em 2011, quando Gilberto Kassab criou o PSD, com quadros tradicionais do DEM.

Responsável por idealizar a mudança do PFL para DEM, o ex-senador Jorge Bornhausen filiou-se ao partido de Kassab ao lado de parte das bancadas no Congresso. Com isso, nomes de tradição do extinto PFL não conseguiram se eleger, como o ex-vice presidente Marco Maciel.

Agripino atribui a crise ao papel de “coadjuvante” que a sigla adotou nos últimos anos, apoiando o PSDB, sem candidatos próprios.

Líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA) disse que os “erros” cometidos “foram embora com quem os cometeu”, num recado a Bornhausen.

Para o futuro, a legenda aposta em novos nomes. O desempenho de Neto nas eleições para a Prefeitura de Salvador é fundamental para a sobrevivência do DEM, assim como o de Rodrigo Maia no Rio de Janeiro.

O resultado é crucial para a decisão sobre uma possível fusão com outra legenda, como PSDB ou PMDB.

Não é tradição Lula ganhar em São Paulo, diz Serra

Depois de vencer prévias, tucano foca na briga pelo seu retorno à Prefeitura da capital paulista.

Salvo imprevisto, muitos acreditam que haverá um aprofundamento da polarização entre PSDB e PT nesta disputa pela Prefeitura de São Paulo. Tendo como protagonistas José Serra e Fernando Haddad, a briga não se resume a mais uma eleição municipal. O Brasil inteiro estará de olho no resultado deste pleito e tudo mais que ele possa significar.

José Serra resolveu ser candidato há menos de um mês. No início do ano, avisou que não queria mais ser prefeito. “Não queria, mas a necessidade de aumentar a chance de vitória foi posta pelo PSDB e por nossos aliados”, justificou em conversa com a coluna, na sua casa no bairro Alto de Pinheiros. Bastante à vontade, falou sobre tudo, até sobre seu escorregão em relação ao “papelzinho”. Aqui vão os principais trechos da entrevista:

Seus adversários vão explorar, na campanha, a sua saída da Prefeitura no meio do mandato. Já estão ironizando o “papelzinho” que o sr. assinou. Como vai enfrentar isso?

Quando usei essa palavra eu não quis dar um tom jocoso. Mas é importante dizer que a população de São Paulo apoiou duas vezes a minha decisão. Em 2006, tive mais votos no primeiro turno para governador do que para prefeito em 2004. Em 2010, apesar de ter perdido a eleição nacional, ganhei da Dilma em São Paulo. Quem não tem nada a mostrar só pode acusar. Não funcionou duas vezes e não vai funcionar a terceira. O que nós vamos debater nesta eleição é quem pode fazer mais pela cidade de São Paulo.

O PT fará um grande esforço para entrar no Estado e na capital. O sr. vê algum perigo de uma hegemonia partidária no País, como advertiu o Sérgio Guerra?

É legítimo que o PT queira ganhar, não só a Prefeitura como o Estado. Mas é uma ambição também alimentada pelo fato de querer ser hegemônico. O PT não convive bem com a política, ele tenta controlar até os próprios aliados. O PT não ama a política no sentido de lidar com adversário e compartilhar com aliados. Não me refiro a todos, mas a estratégia petista na internet é da destruição dos adversários, não do debate.

Essa percepção da hegemonia petista foi o gatilho para sua candidatura?

Não é só isso, eu me tornei candidato também pelo gosto de poder administrar novamente a cidade. Um decisão tomada por necessidade, mas sem gosto, é uma decisão muito áspera, difícil. E tomar a decisão só por gosto, sem necessidade, é um tipo de narcisismo, que não está entre os meus defeitos.

O sr. faz análise?

Atualmente, não.

Alguém lhe deu alta?

Não, em análise nunca se tem alta. Se não, não é boa análise. Em matéria de análise sempre fui multinacional. Fiz no Chile, nos EUA e no Brasil.

Que balanço o sr. faz da última eleição? Esta vai ser mais fácil?

Pelo meu temperamento, toda eleição é difícil. Você lida com incertezas e com o espírito das pessoas, que ninguém consegue monitorar.

O Lula está apoiando um candidato em São Paulo…

Sem dúvida. Ele apoiou o Genoino em 2002, perdeu a eleição. Apoiou a Marta em 2004, perdeu. Apoiou a Marta em 2008, perdeu. Apoiou o Mercadante em 2010, perdeu. Apoiou a Dilma em 2010 e eu ganhei em São Paulo, na Capital e no interior. A tradição do Lula é não ganhar dos nossos candidatos em São Paulo. O que não significa que ele não possa ganhar um dia. Estou dizendo, apenas, que não é a tradição até agora.

O que mudou em você da última eleição para cá?

Difícil. Essa é uma pergunta que você poderia responder melhor. Você vê que eu estou, fisicamente, mais descontraído.

Quais os riscos desta vez?

Toda eleição tem um risco. Na vida pública vive-se correndo riscos, estou acostumado. Bem jovem, enfrentei riscos imensos na política estudantil. Eu era o principal dirigente estudantil do Brasil na época do golpe de 1964, por exemplo. Paguei um preço altíssimo e depois, no Chile, com o golpe militar, fui preso. Então, eu já corri riscos na vida consideráveis. Já teve astrólogo que disse que eu vou viver assim toda a minha vida. Não estou dizendo que acredito, mas não acho que se faça tudo pela razão, muita coisa eu faço pela intuição.

Perguntado sobre o mensalão, o Haddad comentou que nunca ninguém tinha perguntado ao senhor se o livro Privataria Tucana teria impacto na campanha (ver ao lado).

Vou repetir o que já disse. O livro é um lixo. Na última campanha, o PT se especializou em atacar a minha família.

O que achou da experiência da prévia?

É um exercício democrático. Os EUA têm uma tradição longa, aqui não há nenhuma. Lá tem eleição a cada dois anos para deputado, fora eleição para prefeito, governador e presidente. Os partidos são mais enraizados na sociedade. Aqui, tenho a impressão de que foi a primeira vez que se fez uma prévia de maior alcance. Acho positiva, aquece a militância para a campanha. Eu fui talvez o principal proponente de prévia no PSDB, ano passado, muito antes de pensar em ser candidato.

Por que no Brasil nunca houve essa tradição?

Fazer prévia não é fácil. Há o risco de aprofundamento das diferenças. Se não houver uma estrutura adequada, acaba sendo um tiro no pé.

A gestão Serra-Kassab foi um período único?

Acho que houve dois períodos. Quando o Kassab era meu vice, seguiu estritamente o nosso programa de governo. Até onde pôde, foi com a mesma equipe – porque alguns vieram comigo para o Estado, como o Mauro Ricardo, nas Finanças. Reeleito, Kassab montou sua administração, harmoniosa com as parcerias com o Estado.

Faria algo diferente dele?

Não sou de descartar programa de antecessores. Se eu atuasse descartando, não teria feito mais telecentros que a Marta ou dado continuidade aos CEUs. E não teria ampliado o Bilhete Único. Veja que nesses três casos não mudamos o nome, prática usual na política. Nós não fazemos isso.

O senhor é um realizador, mas também tem fama de desagregador. Como explica isso?

Creio que capacidade de realizar e de agregar andam juntas. No governo Montoro, na Prefeitura, no Ministério da Saúde, sempre formei equipes que podem ser consideradas as melhores em cada época, sem qualquer desarmonia interna. Sempre parti de uma base técnica bastante ampla. Já era economista e especialista em algumas questões de gestão pública mesmo antes de ocupar cargo.

Quando percebeu que a política era o seu caminho?

Desde criança. Lia jornais a partir dos sete anos e meus parentes dizem que eu já discutia política, ainda criança. Eu não me lembro. Aos 10 anos já era bastante informado. Quando chegou a TV, não tínhamos dinheiro para comprá-la, então eu lia jornal. Só fui ver TV quando tinha 14 anos.

A sua mãe o incentivou?

Não. Nunca ninguém incentivou. Minha família era muito modesta e despolitizada.

E a fama de hipocondríaco…

Não sou, mas tenho fama. Do ponto de vista político, não é ruim, não. Toda a população achava divertido ter um ministro da Saúde hipocondríaco. Não sei de onde vem essa fama. Sou cuidadoso, mas não gosto de ficar tomando remédio.

Não gosta de hospital?

Não. Eu visitei muito hospital, unidades novas de saúde, lidei com questões importantes de saúde pública no Brasil, mas se ver alguém aplicar uma injeção me dá tontura. Quando fui tirar sangue, jamais fui capaz de olhar.

O que gosta de fazer quando não está trabalhando?

Ficar com meus netos e ir ao cinema. E quando posso, viajar. O que é dificílimo. Ir pro exterior para trabalhar é fácil, mas lazer puro é difícil.

No cinema tem um gênero preferido? Viu Tudo pelo Poder?

Achei regular. O filme é meio simplista, mas gostei. Gosto de filme papo-cabeça, de faroeste, de comédia, enfim, de todo tipo de filme desde que seja um bom espetáculo.

E música?

Gosto de música clássica, mas também de MPB. Lembra do (senador do PSDB) Artur da Távola? Uma vez nós passamos uma tarde, em que o plenário não conseguia se reunir, na minha sala vendo quem sabia mais letras de músicas do Orlando Silva. Empatou. O Artur era um musicólogo. Mas eu também conheço muito de música popular antiga.

O senhor é filho único. Isso teve alguma influência na sua personalidade?

Deve ter tido. É muito difícil sentir isso. Dizem que filho único é autocentrado porque não tem concorrente. Eu vi porque tenho dois filhos. Embora sejam dois filhos únicos, porque meu filho nasceu quatro anos depois da minha filha.

De menino, que tipo de aluno o senhor era?

Embora fosse tímido, era muito falador e não era um modelo de disciplina. Tinha boas notas em aplicação e más notas em comportamento. Mas eram coisas muito ingênuas, se você comparar com certas coisas de agora.

Se fosse dar notas a si mesmo, hoje, daria quanto de aplicação e de comportamento?

De aplicação daria nota 10. Quando tenho algo a cumprir, me dedico totalmente. E de comportamento prefiro não me dar uma nota (risos). Uma vez fui para a aula com uma dor tremenda no pé, pois tinha cortado a unha na noite anterior e cortei um pedaço da carne. Passei a noite com o dedo inflamado. Aí o professor me escolheu para declinar verbos em latim e eu disse: “Professor, eu não estou em condições de declinar esse verbo”. E ele: “Mas o que o você tem?”. Aí eu expliquei que estava com dor no dedo do pé e a sala inteira caiu na gargalhada.

Há uma crise internacional preocupando todo mundo. Como você vê o panorama?

Acho que a economia brasileira vive, há muitos anos, um processo de empurrar com a barriga a solução de seus problemas. Temos um modelo que está consumindo os preços altos das commodities. A economia está se desindustrialização, mas a população está consumindo bastante porque temos preços de commodities em alta. Só que o modelo primário exportador não é capaz de levar o Brasil, a médio e longo prazo, a um processo de desenvolvimento sustentável. Nosso desafio seria ter em 2030 uma renda por habitante semelhante, hoje, à renda dos países considerados desenvolvidos. Não será pelo caminho da economia primária exportadora que chegaremos lá.

Há pelo menos vinte anos que se bate nesta tecla.

Eu sou o que mais bateu na tecla.

Mas, e o cenário lá fora?

Não acho nada catastrófico, você pode ter surpresas. O Pedro Malan disse outro dia que em economia é difícil até prever o passado. Imagine o futuro! Estou preocupado porque a fase de bonança que vive o Brasil é transitória. Mas, do ponto de vista da economia mundial, depende muito da Europa. E qual é o nó da Europa? É que não é uma crise estritamente econômica. Se a Europa fosse um país federativo, como os EUA ou o Brasil, provavelmente não haveria esse problema. Só que eles criaram uma moeda única numa confederação. Então, o orçamento da União no Brasil é 20% do PIB, nos EUA é outro tanto, na Europa é 1% do PIB. Você não tem mecanismos de compensação. A Europa não é integrada nem no mercado de trabalho, muito menos do ponto de vista fiscal./ SONIA RACY E PAULA BONELLI

Com Serra preso a SP, Aécio alça voo

Aconselhado por FHC a ‘esquecer’ o ex-governador paulista, presidenciável mineiro vai iniciar estratégia mais ofensiva contra Planalto.

Bastou o ex-governador José Serra ganhar a prévia do PSDB para prefeito de São Paulo, com perspectiva de vitória que, ao menos em tese, o amarra à Prefeitura pelos próximos quatro anos, para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) ocupar o espaço de pré-candidato tucano à Presidência da República em 2014.

Aécio dirigia um Land Rover da Rádio Arco-Íris quando foi parado em blitz no Rio de Janeiro

Aconselhado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a “esquecer o Serra” e viajar pelo Brasil, Aécio marcou o início desta nova fase na quarta-feira, com um discurso de críticas e cobranças duras à presidente Dilma Rousseff.

Ele promete não dar sossego ao Palácio do Planalto, intensificando os ataques mais diretos ao desempenho da presidente. “Estamos fazendo alertas claros. Vamos visitar obras inacabadas e vamos, sim, mensalmente, apresentar um balanço das obras do PAC”, disse o senador, decidido a aumentar a vigilância sobre o governo para apontar casos de má gestão, obras paradas e desperdício do dinheiro público.

O resultado da fiscalização intensa vai virar discurso, mas a plateia de Aécio não se limitará aos senadores. Na semana passada, ele esteve em Rio Branco, no Acre, e a agenda de viagens Brasil afora já inclui visitas a Mato Grosso, Tocantins e Mato Grosso do Sul neste mês, além de um giro pelo Nordeste em maio.

A subida de tom do mineiro na oposição ao Planalto agradou até ao expoente da ala serrista no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), que definiu o discurso como uma “bela tijolada” contra o governo Dilma.

O PT também passou recibo. Nenhum aliado do Planalto contestou as críticas de Aécio. Mas o silêncio dos petistas foi de caso pensado. Eles se recusaram a comentar o discurso do tucano por considerar que não fora o senador, e sim o presidenciável do PSDB, quem subira à tribuna. Os partidários de Dilma se calaram para não amplificar a voz de um possível adversário na corrida presidencial de 2014.

Estratégia. O presidente do PSDB de Minas Gerais, deputado Marcus Pestana, destaca que Aécio aguardou que Serra definisse seu caminho para se movimentar de forma mais ostensiva como presidenciável. Diz que o senador vai “calibrar” suas manifestações e incursões pelo Brasil e fará um “périplo com foco na temática municipalista”, e não em um eventual programa de candidato a presidente. A ideia é discutir questões locais como infraestrutura urbana, saneamento, moradia e pacto federativo.

“Ele terá prudência no calendário, com o cuidado de não ir tão rápido que pareça provocação, nem tão devagar que pareça covardia”, explica Pestana, certo de que o senador cumprirá seu papel em ritmo crescente, mas dosado e deixando para mais adiante a montagem da tática de campanha.

Os aecistas não cultivam a ilusão de que viagens resolvem o problema da comunicação de um candidato a presidente, mas julgam que elas são positivas porque aumentam o grau de conhecimento junto ao eleitorado. “O desafio da comunicação de massa só se resolve com instrumentos de comunicação de massa. Por isso, não podemos deixar a decisão para 2014”, diz Pestana, defensor de prévia para escolher o candidato ao Planalto no primeiro semestre do ano que vem.

“Em 2013, temos de concentrar os instrumentos do partido, o horário partidário e os comerciais de 30 segundos no rádio e na TV, em uma cara só, seja ela de quem for”, propõe o deputado, ao lembrar que a lista de presidenciáveis do PSDB inclui os governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), além do líder no Senado Álvaro Dias (PR) e do próprio Aécio.

Para Aécio, o mais importante das visitas aos Estados é começar a costura política das alianças que poderão lhe dar suporte em 2014, sempre investindo em sua rede de relações pessoais, que passa pelo PSB, PMDB, PP e o novo PSD. Não por acaso, o senador Sérgio Petecão (PSD-AC) foi um dos que recepcionaram Aécio em Rio Branco, dias atrás.

O próximo momento decisivo para Aécio será o da sucessão do Congresso, que vai acirrar a tensão entre o PT e o PMDB. Sabedor da insatisfação de peemedebistas com o PT e a presidente, o tucano tem procurado se aproximar de líderes regionais e governadores do partido. Só com o governador do Rio, Sérgio Cabral, e o prefeito da capital, Eduardo Paes, foram mais de uma dezena de encontros ao longo do ano passado, boa parte deles em jantares informais, nas residências oficiais de um e outro.

Carlos Giannazi será o candidato do PSOL a prefeito de São Paulo

Em conferência eleitoral, deputado estadual recebeu 66 votos, vencendo os concorrentes Ivan Valente e Odilon Guedes.

O deputado estadual Carlos Giannazi foi o escolhido do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) como candidato a prefeito de São Paulo nas eleições de outubro. Em conferência eleitoral realizada pela sigla na tarde deste sábado (31) na capital paulista, Giannazi recebeu os votos de 66 delegados. Os outros pré-candidatos, deputado federal Ivan Valente e vereador Odilon Guedes, obtiveram 58 e 3 votos, respectivamente.

De acordo com nota publicada no site do PSOL, antes da conferência ocorreu um processo de prévias, com 6 plenárias que reuniram 1.270 mil filiados. Nos encontros, houve debate entre os três pré-candidatos e votação direta dos militantes. Nas prévias, nenhum dos três candidatos obteve mais de 50% dos votos.

A porta da rua é a serventia da casa

A direção do DEM convocou uma reunião com o senador Demóstenes Torres (GO) em Brasília hoje. O partido pretende dizer ao senador que deve ser aberto o processo de expulsão dele na legenda e que a sua permanência no partido é hoje insustentável. Também aconselhará Demóstenes a renunciar ao cargo.

O DEM está preocupado com a repercussão das ligações de Demóstenes com o empresário Carlinhos Cachoeira na eleição deste ano. Participam do encontro com o senador dois pré-candidatos a prefeituras: ACM Neto (Salvador) e Mendonça Filho (Recife).

Maia diz que fase turbulenta entre governo e base aliada já passou

Presidente da Câmara previu novo clima para votação do Código Florestal.

Após aprovação, na última semana, da Lei Geral da Copa, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), disse nesta segunda-feira, 2, que o período mais difícil da crise entre o governo da presidente Dilma Rousseff e sua base aliada já passou. “O relacionamento entre o governo e o Congresso passou por um período de turbulência, também relacionado à falta de acordos para a votação de algumas matérias. Acho que ultrapassamos aquela fase de desacordo e vamos ter, daqui pra frente. Um período mais tranquilo de ritmo de votações”, disse o deputado, após participar de evento promovido pela Fecomércio de São Paulo.

O deputado explicou que pretende, ainda neste primeiro semestre, votar o polêmico projeto sobre distribuição dos royalties provenientes da exploração de petróleo na camada pré-sal e colocar, até o final de abril, em votação, o Código Florestal. “Nossa previsão é de votar até o final de abril o segundo turno do Código Florestal”, disse o deputado aos conselheiros da federação. Maia ressaltou que os pontos mais espinhosos desse projeto são a anistia aos desmatadores e a recomposição das áreas de proteção permanente (APP). “Temos todo o mês de abril para costurar um acordo”, complementou.

Maia disse que não quer esperar mais um ano para votar o imbróglio da distribuição dos royalties, que colocam em oposição os Estados produtores de petróleo e os não produtores. “É inconcebível que não tenhamos uma solução para este tema o mais rápido possível”, comentou.

Além do Código Florestal e da distribuição dos royalties, Maia disse que deve entrar em pauta, antes das eleições de outubro deste ano, o endurecimento das punições para quem dirige embriagado, leis mais rígidas para inibir o trabalho escravo, a votação sobre leis que regulamentam o uso da internet, o trabalho terceirizado e o novo Código de Processo Civil. Esses três últimos, temas ainda em debate em comissões especiais. Perguntado se não estaria otimista sobre Io andamento dessas matérias, até meados do ano, Maia falou de seu otimismo. “Sou um eterno otimista, temos de trabalhar para viabilizar as votações importantes para o País”, respondeu.

STF suspende investigação contra Mantega sobre Casa da Moeda

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reclamou para o Supremo Tribunal Federal (STF) e conseguiu suspender nesta segunda-feira, 2, uma investigação por suspeita de improbidade administrativa.

Na tarde desta segunda, o Ministério Público Federal chegou a anunciar a abertura de uma investigação para apurar se Mantega foi omisso em relação a um suposto esquema de corrupção na Casa da Moeda. Em meio às suspeitas, o então presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, foi demitido em janeiro.

No entanto, no início da noite, a Procuradoria Geral da República divulgou uma nota informando que a pedido da Advocacia Geral da União (AGU) o ministro Luiz Fux, do STF, concedeu uma liminar determinando que a investigação fique a cargo do procurador-geral, Roberto Gurgel.

Atos de improbidade administrativa são investigados em procedimentos civis. A legislação brasileira garante a autoridades como ministros de Estado o direito de investigação criminal perante o STF. No entanto, as matérias civis, como as investigações por improbidade administrativa, ficam normalmente a cargo da 1a. Instância.

O Supremo deverá analisar em breve pedidos para que o foro privilegiado previsto para os inquéritos e as ações criminais também seja estendido aos processos civis. Enquanto não for tomada a decisão, a situação de Mantega fica em suspenso, informou a Procuradoria

No último dia 16, Roberto Gurgel tinha seguido a orientação tradicional no Judiciário e no Ministério Público e encaminhado aos procuradores da República que atuam na 1a. Instância uma representação na qual senadores pediam uma investigação contra Mantega.

“Não detém o procurador-geral da República atribuição para a análise desta representação, uma vez que a presente iniciativa não veicula pretensão de natureza criminal, mas exclusivamente de enfoque civil, sob a perspectiva da improbidade administrativa”, disse o procurador na ocasião.

A Procuradoria da República no Distrito Federal divulgou nestaa informação de que foi instaurada no dia 29 de março uma investigação cível preliminar para avaliar se de fato ocorreu a omissão.

“Em tese, o reportado ministro de Estado admitiu ter sido advertido acerca da conduta ilícita de Denucci; entretanto, permitiu que este continuasse na presidência daquela empresa pública”, afirmou o procurador Julio Castro Junior na portaria que determinou o início da investigação.

De acordo com a Procuradoria, Castro não sabia da liminar do STF. “O fato é que não houve ainda um só ato que se traduzisse em investigação do ministro Guido Mantega e, em cumprimento à liminar do Supremo Tribunal Federal, os autos retornarão ao gabinete do Procurador-Geral da República”, afirmou a Procuradoria na nota.

DEM abre processo de expulsão de Demóstenes Torres

Partido entende que o senador já teve prazo suficiente para se manifestar e não o fez

O DEM decidiu, nesta segunda-feira, 2, abrir o processo de expulsão do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) por “reiterados desvios éticos”. O partido entende que Demóstenes já teve prazo suficiente para se manifestar e não o fez. Por isso, a partir de terça-feira ele terá o período de uma semana para se defender perante a legenda e, depois de cumprido esse prazo, será dado o veredicto.

A abertura do processo de expulsão do partido foi decidida depois de reunião realizada nesta segunda na casa do presidente do DEM, senador Agripino (RN). Estavam presentes os deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA) e Ronaldo Caiado (GO), além do vice-governador de Goiás, José Eliton. Demóstenes flagrado em grampos telefônicos defendendo interesses do empresário do ramo dos jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Senadores querem antecipar caso Demóstenes no Conselho de Ética

Andamento do processo depende de indicação do presidente do colegiado, que cabe ao PMDB

BRASÍLIA – Os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) afirmaram nesta segunda-feira, 2, que vão cobrar do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que antecipe a reunião do Conselho de Ética para avaliar a representação do PSOL que pede a abertura de processo por quebra de decoro contra o ex-líder do Democratas Demóstenes Torres (GO). O parlamentar foi flagrado em grampos telefônicos defendendo interesses do empresário do ramo dos jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Na semana passada, o conselho marcou uma reunião para a próxima terça-feira, dia 10, para eleger seu novo presidente. O cargo está vago desde setembro do ano passado, mês em que o senador João Alberto (PMDB-MA) deixou a Casa para ocupar um cargo no governo de Roseana Sarney. O presidente interino Jayme Campos (MT), que é do mesmo partido de Demóstenes, já se declarou impedido para conduzir o processo que envolve seu colega do DEM.

Pelo critério da proporcionalidade das bancadas no Senado, a indicação do presidente do colegiado cabe ao PMDB. Dias e Randolfe consideram que, diante da gravidade das acusações que pesam contra Demóstenes, o melhor seria que o caso fosse analisado logo. Eles querem evitar a pecha de corporativistas ao demorar na análise da representação.

“Este julgamento é inevitável. A instituição é mais importante do que as pessoas. Nós somos transitórios, passageiros”, afirmou Alvaro Dias. O líder tucano disse que vai procurar José Sarney para tentar agilizar a eleição no conselho. Ele sugere que, após a escolha do novo presidente, o colegiado acolha a representação do PSOL, nomeie logo um relator e abra prazo para Demóstenes se explicar.

Em fitas, Demóstenes age como sócio de Cachoeira

Gravações da Polícia Federal, obtidas com exclusividade por VEJA, revelam novas conversas sobre negócios entre Demóstenes Torres e o contraventor Carlos Cachoeira e complicam ainda mais a situação do parlamentar

Demóstenes e Carlos Cachoeira usavam telefones codificados para garantir a privacidade de suas conversas

Mesmo no tolerante mundo da política brasileira, certos tipos de relacionamento costumam ser fatais para a reputação de homens públicos. Um congressista usar do cargo para defender interesses privados em troca de benefícios materiais é inaceitável em qualquer ambiente que preze minimamente os valores republicanos. A situação torna-se ainda mais insustentável quando o congressista pilhado nesse tipo de comportamento é, aos olhos do grande público, o mais ardoroso defensor da moral e dos bons costumes. Coloque-se do outro lado da relação promíscua um contraventor acusado de comandar uma máfia especializada em jogos ilegais e negócios suspeitos com o poder, e abrem-se para o congressista os portões dos mais profundos círculos infernais de Dante — os da fraude e da traição. Estrela da oposição, intransigente defensor da ética e crítico ferrenho do comportamento dos colegas, o senador Demóstenes Torres é um político nessas circunstâncias, que só pioram para ele à medida que se revela a natureza de sua relação com o contraventor goiano Carlinhos Cachoeira, que está preso.

Pilhado em uma investigação da Polícia Federal que mapeou os negócios de Cachoeira, Demóstenes Torres viu sua biografia virar pó desde que começou a ser revelada a amplitude de suas relações com o contraventor. Descobriu-se que o senador — que em público tinha um comportamento reto, vigilante — possuía uma conduta bem diferente no ambiente privado. Conforme VEJA revelou em sua edição de 7 de março passado, Demóstenes gozava da intimidade do contraventor, com quem falava em média duas vezes por dia, e dele recebeu de presente uma geladeira e um fogão importados avaliados em 30 000 reais. Amigos de posses podem muito bem se presentear com fogões e geladeiras desse valor. Mas a situação do senador se complicou com a revelação de que entre ele e o contraventor existia mais do que amizade. Existia uma sociedade de interesses mútuos — o contraventor dava presentes e dinheiro; o senador retribuía advogando em favor dos negócios do sócio.

"Esse documento aí é para botar na mão do Marcelão (...) Ele vai direto no gabinete do governador (Agnelo Queiroz, na foto). São os nomes que a gente quer."

VEJA obteve cópias de áudios gravados pela polícia que evidenciam a natureza da relação comercial entre os dois. Nas gravações, Demóstenes se comporta como sócio de Cachoeira.

DIÁLOGO GRAVADO EM 14 DE ABRIL DE 2011

Demóstenes usa o cargo de senador para ajudar o contraventor Carlinhos Cachoeira, também dono de laboratório farmacêutico, a resolver problemas da empresa na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Demóstenes — Fala, professor!
Cachoeira — Doutor, aquele negócio daquele rapaz do Enio que trabalha na Anvisa, pô. Podia pôr ele com o Wladimir aí pro Wladimir olhar nossas coisas com ele. O tal de Rech (segundo a PF, Norberto Rech, diretor adjunto da Anvisa).

Cai a ligação e em seguida eles voltam a se falar:
Demóstenes — Ô, professor! Tá ouvindo aí?
Cachoeira — Tô ouvindo. Aquele… o Norberto… Você teve com ele ontem pra olhar aqueles trem que eu te pedi?
Demóstenes — Tive com ele e ele me disse o seguinte: ele quer fazer com vocês uma coisa até melhor. É… Quer fazer uma agenda programada. Cê vai pegar tudo o que cê tem que vai ser renovado e já vai começar a tocar agora (…) E o que que eu disse para ele? Que você tem uma possibilidade de montar uma indústria lá em Santa Catarina, certo? Aí alimenta essa esperança no sujeito aí e vai tocando o bonde. Vou falar pra ele receber o Wladimir, falou?
Cachoeira — Aí hoje ele vai com… ele… O Wladimir tá indo lá hoje. Aí o Adriano vai com ele, entendeu? Aí já vê tudo!
Demóstenes — Tá. Eu vou marcar lá. Falou? E te ligo.

Dez minutos depois, o senador retorna o telefonema, já com a resposta. Ao se referir aos interesses do laboratório de Cachoeira, Demóstenes fala na primeira pessoa do plural:
Demóstenes — O Norberto tá esperando os dois lá às 2 da tarde. Eu falei pra ele (…) que a empresa está disposta a montar uma unidade lá em Santa Catarina. Então fala pro Wladimir dar corda nisso aí e depois nós descemos lá em Santa Catarina e falamos com o Enio, falamos com ele. Cê entendeu? Faz um acerto mais amplo. Entendeu?
Cachoeira — Excelente, doutor. Obrigado!

DIÁLOGO GRAVADO EM 11 DE ABRIL DE 2011

Desta vez, é Demóstenes quem procura Cachoeira, interessado em arrumar contratos em Mato Grosso para uma agência de publicidade amiga.

Demóstenes — Mestre, é o seguinte: a gente tem uma agência de publicidade querendo entrar lá no Mato Grosso. Você acha que consegue?
Cachoeira — Quem tem?
Demóstenes — Amigo nosso.
Cachoeira — Pode ser. Vou olhar isso agora. Se for interesse seu…
Demóstenes — Tá licitando para a Copa. Acho que é um negócio bacana.
Cachoeira — Acho que eu consigo. Vou olhar agora.
(…)
Demóstenes — Vou dar uma passada aí então para falar sobre isso, pode?
Cachoeira — Tá bom, tô te esperando.

DIÁLOGO GRAVADO EM 14 DE ABRIL DE 2011

Demóstenes novamente presta favores a Cachoeira e seus amigos. Desta vez, ao receber pedido para solucionar uma demanda de um colega do contraventor no Ibama, ele oferece uma solução ainda melhor: ir por cima e conversar direto com a ministra do Meio Ambiente, com quem diz ter uma relação muito boa.

Cachoeira — O Rossini vai tá aí amanhã pra ir lá no Ibama.
Demóstenes — Uai, tranquilo!
(…)
Cachoeira — No Ibama. Já tá marcado lá. Você podia acompanhar ele lá.
Demóstenes — Ah, tá. Que horas?
Horas depois, a dupla volta a tratar do assunto:

Demóstenes — Tô achando que este trem de Ibama não vai resolver nada pra ele, não. Tô às ordens, mas acho que é melhor ir por cima. Eu tenho acesso bom à ministra.
Cachoeira — À ministra?
Demóstenes — Ministra! A ministra lá do Meio Ambiente. O Ibama é subordinado a ela, uai!
Cachoeira — Agora. Vou falar pra ele te chamar aí. Obrigado aí!

"A Rosana pode ser um salário de 2 000. A Vanessa é gerência, tá? A Renata é um salário de 2 000, não precisa ser gerência, não. O Édson, cargo de gerência."

Na semana passada, o Supremo Tribunal Federal abriu inquérito para investigar Demóstenes. “Meu cliente é vítima de uma investigação ilegal”, afirma o advogado do senador, Antonio Carlos de Almeida Castro. A investigação promete causar danos também em outras frentes. Os grampos telefônicos põem na cena da máfia os governos de Brasília, comandado por Agnelo Queiroz (PT), e de Goiás, controlado por Marconi Perillo (PSDB). Em Brasília, as escutas indicam que o grupo tinha acesso ao gabinete de Agnelo. Inclusive para fazer indicações políticas. “Esse documento aí é para botar na mão do Marcelão (…) Ele vai direto no gabinete do governador”, diz o araponga Idalberto Matias, o Dadá, um dos capangas de Cachoeira. “São os nomes que a gente quer”, afirma.

O governador Agnelo negou a VEJA qualquer relação com a tropa de Cachoeira. Em Goiás, as investigações mostraram que o ponto de contato entre Ca­choei­ra e o governador Marconi Perillo era um ex-vereador de Goiânia. Também lá o contraventor decide nomeações — e diz até que cargos cada indicado vai ocupar e quanto vai ganhar. O governador de Goiás também nega ligação com Cachoeira e diz que combate “toda sorte de crimes e contravenções”.

Julgamento do mensalão: a hora da sentença

O Supremo Tribunal Federal está a um passo do maior julgamento de sua história desde a redemocratização: o julgamento do caso do mensalão. O escândalo eclodiu em junho de 2005, quando um acuado Roberto Jefferson pôs a nu o esquema pelo qual a cúpula do PT corrompia o Congresso. No mesmo mês o STF foi acionado, em duas ações contra o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva por omissão e prevaricação. E o mensalão não saiu mais da pauta. Já naquele ano, a mais alta corte do país foi instada a decidir sobre a instalação de CPIs, a cassação de deputados, a realização de diligências policiais e sobre o foro mais adequado para a condução do inquérito. Dois anos depois, o tribunal aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República e pôs 40 no banco dos réus. O processo chegou a 50 mil páginas – fora as centenas de apensos. Foram ouvidas mais de 600 testemunhas. Agora, é a hora da sentença.

O último passo antes do julgamento cabe ao ministro-revisor do processo, Ricardo Lewandowski. É sua função analisar se foram cumpridos à risca todos os ritos processuais e marcar a data do julgamento. Prevê-se que o faça até maio, mas, a rigor, Lewandowski tem o tempo que quiser pela frente. Ele chegou a acenar com a possibilidade de empurrar o julgamento para 2013, dizendo que teria de “começar do zero” seu trabalho. É uma tese difícil de defender. VEJA.com revisou os principais lances do caso no Supremo, os votos dos ministros, as manobras da defesa, as polêmicas dentro e fora dos autos (confirainfográfico) . Se Lewandowski fizer o mesmo, vai se deparar com as muitas oportunidades que teve para não se ver obrigado, agora, a começar qualquer coisa do zero.

Revisor não é escolhido de última hora. Ao contrário, é apontado automaticamente: será sempre o ministro mais antigo da casa depois do ministro-relator, Joaquim Barbosa, no caso do mensalão. Quando a denúncia foi convertida em ação penal, em 2007, o ministro mais antigo depois de Barbosa era Eros Grau. Há dois anos, Grau aposentou-se, e Lewandowski logo assumiu a responsabilidade de acompanhar as minúcias processuais de perto. É uma responsabilidade e tanto, dado que o regimento prevê situações em que o revisor substitui o relator. Ele não é obrigado a concordar com o relator – e Lewandowski não concorda com Barbosa -, mas também não lhe cabe transformar um instrumento de correção e equilíbrio jurídico em entrave ao desenlace do processo.

Dentro do próprio Supremo, as declarações de Lewandowski causaram forte reação. Pelo menos um ministro, Marco Aurélio Mello, declarou estar pronto para votar. Em alguns gabinetes, há mutirões para estudar o caso e antecipar possíveis questionamentos que surgirão em plenário. O recado é claro: é hora de julgar o mensalão.

Celeridade – Ainda assim, se de fato “começar do zero” a revisão, Lewandowski vai rememorar a sessão em que o plenário aprovou por unanimidade a digitalização integral do processo, em 2006, permitindo o acesso simultâneo e on-line aos autos. Procedimento inédito na corte, a digitalização foi uma das várias medidas que garantiram a relativa celeridade do processo.

O STF tem fama de ser uma corte penal lenta. No entanto, a complexidade do caso, o grande número de réus e testemunhas, e os recursos de que a defesa se valeu para questionar cada etapa do processo poderiam ter custado muito mais tempo não fossem certas providências tomadas pelo STF. Por exemplo: mal abriu a fase de depoimentos, Barbosa já cobrava dos advogados dos réus os endereços atualizados das testemunhas, para evitar a tradicional manobra de alegar “endereço desatualizado”. Com base nessa providência, o plenário pode encerrar a fase dos depoimentos mesmo sem alcançar uma das testemunhas arroladas: o STF julgou em 2010, por unanimidade, que a defesa teve oportunidades suficientes de indicar seu endereço correto – três – e não o fez.

Chicanas – Outra medida tomada pelo STF para garantir o andamento do processo foi contra a enxurrada de recursos da defesa. Os ministros determinaram que os protestos contra decisões do relator fossem trazidos resumidamente ao Plenário, que rejeitaria automaticamente os casos repetidos ou intempestivos. “Não se pode permitir que chicanas e proliferação de pedidos inconsistentes e infundados alcancem o objetivo maior, que é o de impedir o regular trâmite processual”, reclamou Barbosa.

Em seu relatório final, Barbosa lembrou os principais recursos que foram julgados no STF – 17 agravos regimentais, 8 questões de ordem e 4 embargos de declaração. Eles colocavam em dúvida cada etapa da tramitação do processo, incluindo o não desmembramento do processo, os testemunhos, as perícias, a digitalização dos autos, a participação de réus nos depoimentos de outros acusados, a comunicação de testemunhas e a ausência de Lula entre os réus, entre outros assuntos.

Teia complexa – A grande maioria das questões levantadas pelos réus foi decidida pelo STF de modo pacífico, frequentemente por unanimidade. Uma em particular rachou o Supremo: desmembrar ou não o processo. Dos 40 réus do mensalão, uma minoria – ministros e deputados – tinha foro privilegiado, e por isso tinha de ser julgada pela mais alta corte do país. Os demais, a princípio, deveriam responder em primeira instância. Mas o Supremo acabou resolvendo julgar todos os casos. A maioria dos ministros considerou que desmembrar o processo poderia resultar em decisões contraditórias entre o STF e instâncias inferiores e que, acima de tudo, as denúncias compunham uma teia de fatos complexa demais para ser analisada separadamente.

Do ponto de vista dos réus, a questão do desmembramento é bem mais simples: ninguém quer ser julgado de uma tacada só, e por isso os recursos questionando essa decisão estão entre os mais frequentes. É fato que uma perna desmembrada do processo, com muito menos réus e testemunhas, corre mais rápido em primeira instância, mas é fato também que uma eventual condenação custa a ser cumprida enquanto a defesa não esgotar todo tipo de recurso, eventualmente levando o caso ao Supremo.

Polêmicas – Se em plenário as questões do mensalão foram decididas de modo mais ou menos pacífico, fora dos autos não faltaram polêmicas. Um dia após o julgamento da denúncia, Lewandowski – de novo ele – foi flagrado em um restaurante de Brasília falando ao telefone que “todo mundo votou com a faca no pescoço” e que a “tendência” era “amaciar” para Dirceu. Lewandowski foi o único ministro a rejeitar as acusações de formação de quadrilha contra o ex-deputado José Dirceu (PT-SP) e parlamentares do PP e PL, e o primeiro a falar abertamente em sessão plenária sobre a possibilidade de prescrição de certos crimes, em razão do tempo decorrido entre o recebimento da denúncia (agosto de 2007) e a sentença.

A polêmica mais recente envolve o ministro José Antonio Dias Toffoli. Antes de ser indicado por Lula para o STF, em 2009, Toffoli foi advogado do PT, assessor jurídico do então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e advogado-geral da União. Além disso, conforme VEJA revelou na semana passada, sua ex-sócia e atual companheira atuou na defesa de três réus do mensalão, incluindo José Dirceu. Por meio de nota, o ministro afirmou que decidirá “no momento oportuno” se vai ou não participar do julgamento, mas que “não existe nenhum impedimento de ordem legal”.

Demóstenes negociou ida de Adriano para o Flamengo

Em conversa telefônica reservada, o senador Demóstenes Torres tenta convencer o presidente Obama a instalar caça-níqueis a bordo do Air Force One. “É bom pra relaxar, sô.”

DEATH STAR – A situação do senador Demóstenes Torres piorou ainda mais com a divulgação de novas gravações em que o parlamentar do DEM aparece como articulador importante de episódios da história recente.

Em conversa de 2001 entre Demóstenes e um misterioso personagem no Afeganistão, o senador sugere que pelo menos três associados de seu interlocutor venham a Goiás “para aprender a fazer o negócio voar”:

PERSONAGEM MISTERIOSO – Mas aí em Goiás, senador?

DEMÓSTENES – Anápolis. Lá tem base aérea, Mirage, tudim. A turma aprende sem problema. E à noite ainda pode se divertir jogando nuns caça-níqueis de um amigo meu. O trem é bom.

Em 2008, foram registradas mais de duzentas ligações entre Demóstenes e o presidente do banco americano Lehman Brothers:

PRESIDENTE DO BANCO LEHMAN BROTHERS – Mas o senhor garante, senador?

DEMÓSTENES – Pode investir, sô. Esses derivativos são ponta firme. Compra que ocê vai estourar a boca do balão.

No ano seguinte, temendo que suas conversas pudessem estar sendo monitoradas, Demóstenes Torres comprou um aparelho Nextel com embaralhador de sinal. A primeira ligação foi para Porto Alegre:

DEMÓSTENES – Pode convocar, eu entendo desse trem e afianço que o moço já criou juízo.

VOZ DE INTERLOCUTOR – Sei não, senador.

DEMÓSTENES – Olhe só: conversei com um amigo meu que me disse que o rapaz esteve no cassino dele e não participou nem do bingo. Só bebeu guaraná.

VOZ DO INTERLOCUTOR – E não bateu em ninguém?

DEMÓSTENES – E o Felipe Melo é lá de bater em alguém?

VOZ DO INTERLOCUTOR – Está certo.

DEMÓSTENES – Resolvido então. Parabéns por aquelas golas rolês. Trenzão elegante, sô.

No ano seguinte, Demóstenes Torres teria ido à Flórida para tratar de assuntos pessoais. Gravações do FBI revelam que o senador ligou pelo menos cinco vezes para o diretor de operações da empresa de cruzeiros marítimos Carnival Cruises, proprietária da Linha C.

DIRETOR DE OPERAÇÕES DA CC – Está gostando, senador?

DEMÓSTENES – Vixe: demais, demais. Esse Mickey é um camarada muito simpático, sô. E por aí, como vai esse trem?

DIRETOR DE OPERAÇÕES DA CC – Estamos com um problema para encontrar um comandante para o Costa Concórdia.

DEMÓSTENES – Problema resolvido. Comandante Schettino. Muito amigo de um irmão meu lá de Goiás, também do ramo de entretenimento.

DIRETOR DE OPERAÇÕES DA CC – E o homem é bom?

DEMÓSTENES – Bom? Esse amigo e eu estamos pensando em comprar um iate. Se a coisa for pra frente, queremos o Schettino conosco.

A última gravação é da semana passada. O senador conversa com uma mulher de forte sotaque carioca.

MULHER DE FORTE SOTAQUE CARIOCA – Será?

DEMÓSTENES – Não hesita, Patrícia. Ele não ganhou o apelido de Imperador à toa.

Haddad diz que ainda andará muito por SP com Marta

Pré-candidato do PT responde às recentes palavras de Marta de que ele terá de gastar muita ‘sola de sapato’ para conquistar os eleitores.

O pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse neste sábado que conta com a participação da ex-prefeita e senadora Marta Suplicy em sua campanha. “Estamos muito bem e ainda vamos andar muito pela cidade. O PT é o partido que mais anda pela cidade; todo militante petista é um caminhante”, disse, em referência a recentes palavras de Marta de que Haddad terá de gastar muita “sola de sapato” para conquistar os eleitores.

No ano passado, Marta chegou a trabalhar por sua indicação do PT para concorrer à Prefeitura de São Paulo, mas desistiu da iniciativa a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff.

Haddad, que participou de reunião do conselho político de sua pré-candidatura no Diretório Municipal do PT, disse que espera contar não só com Marta, mas também com o ex-presidente presidente Lula em sua campanha. Admitiu, no entanto, que Lula ainda precisa recuperar totalmente sua saúde.

Na reunião deste sábado, foi discutido o plano de governo voltado ao problema dos transportes na cidade. “Houve abandono de projetos e investimentos na área, o que causou um ”apagão do trânsito””, disse. José de Filipe Júnior, ex-prefeito de Diadema, será o coordenador da área de infraestrutura da campanha, contando com a colaboração na elaboração de projetos para a campanha do professor Ciro Biderman e do deputado federal Carlos Zaratinni, que, assim como Marta, também trabalhava pela indicação do partido para concorrer à Prefeitura de São Paulo.

Doação de empresa que vendeu lanchas é ‘malfeito’, diz ex-ministro da Pesca

Luiz Sérgio diz que contrato para comprar lanchas foi um erro evidente e critica o próprio partido.

BRASÍLIA – Sucessor de Ideli Salvatti no Ministério da Pesca, o deputado petista Luiz Sérgio classificou nesta sexta-feira, 30, de “malfeito” a ação da pasta de cobrar dinheiro para o PT de Santa Catarina de uma empresa contratada pelo governo federal. A Intech Boating, que forneceu por R$ 31 milhões lanchas-patrulha para o ministério, doou R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT, que bancou 81% dos custos da candidatura de Ideli em 2010 ao governo de Santa Catarina, como revelou com exclusividade o Estado. O contrato das lanchas é considerado suspeito pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A petista, hoje, é titular da pasta de Relações Institucionais.

“Em relação à iniciativa do ministério de buscar contribuições, minha posição é contrária a isso. Não é função de ministério arrecadar dinheiro para candidaturas ou para partidos”, disse o ex-ministro da Pesca, a quem coube dar destino à maior parte das 28 embarcações compradas. As lanchas-patrulha estavam estragando, sem uso, num caso de desperdício de dinheiro público investigado pelo TCU. O Ministério da Pesca optou por doar a maioria à Marinha.

Questionado se enxergava corrupção no caso, Luiz Sérgio optou pelo vocabulário adotado pela presidente Dilma Rousseff. “Eu diria, como a nossa presidente tem feito, que é um malfeito.” Luiz Sérgio ficou no cargo apenas seis meses, após perder o posto de articulador político do governo para a ministra Ideli Salvatti, em junho do ano passado.

Na quinta-feira, 29, o dono da Intech Boating, José Antônio Galízio Neto, afirmou aoEstado que a doação ao partido havia sido feita em 2010 a pedido do ministério. “A solicitação veio pelo Ministério da Pesca, é óbvio. E eu não achei nada demais, porque eu estava trabalhando para o governo, faturando naquele momento R$ 23 milhões, R$ 24 milhões, não havia nenhum tipo de irregularidade”, disse, mudando em seguida de versão e apontando um político local, “um vereador ou candidato a deputado, uma coisa assim”, como o responsável pelo pedido de doação ao PT.

Irregular. O negócio que resultou em doação para o comitê petista contém irregularidades, segundo auditoria aprovada pelo TCU na quarta-feira. O relatório afirma que a licitação foi dirigida para a Intech Boating, sediada em Santa Catarina, base política dos ministros Altemir Gregolin e Ideli Salvatti. Além disso, ainda de acordo com o tribunal, as lanchas foram compradas sem necessidade e superfaturadas.

Nesta sexta-feira, o dono da Engetec – empresa desclassificada “sem justificativa adequada” da licitação das lanchas, segundo o TCU – confirmou a interpretação do tribunal. César Thomé Filho contou que a Engetec reduziu o preço proposto pela Pesca de R$ 1,6 milhão para R$ 1 milhão. Apesar de atender aos pré-requisitos do edital, perdeu o negócio.

Contratada, a Intech teve o preço das lanchas aumentado por vários “aditivos” contratuais. Entre os motivos estava até dar manutenção às embarcações sem uso. A Intech nega ter sido favorecida com o contrato e qualquer superfaturamento.
Ao final da auditoria do TCU, 19 das 28 lanchas estavam sob a guarda do fabricante ou não haviam entrado em operação. Outras quatro estavam avariadas ou com operações suspensas.

Compradas pelo Ministério da Pesca sem que a pasta tivesse competência para fiscalizar a pesca irregular, 11 das 28 lanchas-patrulha começaram a ser doadas para a Marinha em novembro de 2011. Na quinta-feira, ainda restavam quatro embarcações no estaleiro da Intech Boating.

Erro. “Quando cheguei (ao ministério), havia mais de um ano que esses equipamentos estavam parados. É evidente que isso demonstra que houve um erro, um equívoco em como a questão foi encaminhada”, disse Luiz Sérgio, sobre a ação dos ministros do PT. Altemir Gregolin encomendou as lanchas. Ideli pagou parcela pendente de R$ 5,2 milhões do contrato.
Luiz Sérgio deixou duas das lanchas aos cuidados do Instituto Estadual do Ambiente do Rio (Inea), sua base política. Uma delas estava ancorada numa marina privada, deteriorando-se.

Juiz do TJ-SP pede divulgação de nomes de quem recebeu pagamento antecipado

Desembargador Lagrasta Neto diz que ‘segredo de polichinelo’ coloca todos os juízes sob suspeita.

Aos 68 anos, desde 1975 a toga é sua vida. Caetano Lagrasta Neto é um homem angustiado. Nos arredores da Sé, no 18.º andar, o desembargador contempla o retrato dos filhos e netos, sobre o armário do gabinete no Tribunal de Justiça de São Paulo. “É um final de carreira melancólico o meu, apontado na rua, no clube, em família.”

Apontado, ele diz, como um dos milionários da corte, aquinhoado com pagamento antecipado de grande soma, o que não é verdade. A infâmia o desconforta, por isso clama pela publicação da lista dos bem-pagos. “Escuto toda hora: ‘Você recebeu?’ Eu nem falo mais que sou desembargador.”

Caetano Lagrasta Neto é uma tradição na maior corte do País. Sua palavra, atestam os pares, tem o peso de uma sentença. “Amanhã meus netos vão comentar: ‘Olha o que aconteceu no tribunal e o nosso avô estava lá’. Eu não queria isso. Depois de uma vida inteira sem uma única reclamação, uma vida limpa, é este o prêmio que recebo.”

São 211 os juízes e desembargadores que receberam pagamentos antecipados. Não significa que tenham praticado conduta ilícita ou desfalcado o erário, já que o dinheiro era devido por férias e licenças-prêmio não tiradas no tempo certo.

São 29 os que embolsaram acima de R$ 100 mil e estão sob investigação. Dois ex-presidentes – Roberto Vallim Bellocchi e Antonio Carlos Vianna Santos – somam R$ 2,65 milhões. O dinheiro foi pago durante suas próprias gestões. Outros três, que integravam a Comissão de Orçamento e Finanças, ganharam mais de R$ 600 mil cada. A corte sangra, dia após dia. Será assim até o Órgão Especial decidir o que fazer: punição ou gaveta.

Mensagem. Lagrasta, da 8.ª Câmara de Direito Privado, não está em lista nenhuma. Nem ele nem outros desembargadores que também vivem dias de aflição e o apoiam na cruzada para a corte tornar público o rol de magistrados que podem ter violado o princípio da impessoalidade.

Não é de hoje que Lagrasta defende a divulgação dos nomes protegidos pelo manto do sigilo e do corporativismo. Em 21 de dezembro, ele enviou e-mail ao atual presidente, Ivan Sartori, de quem é amigo. “Prezado Ivan. Este segredo de polichinelo prejudica a todos, colocando-nos sob suspeita, ao mesmo tempo em que preserva os que se aproveitaram da amizade ou do conluio para desobedecer a preceitos legais.”

Ele retomou a pauta em fevereiro, quando o TJ informou que não eram 29 os beneficiários, mas 300. Enviou novo e-mail, agora para o Conselho Superior da Magistratura. “Quer parecer o lançamento de uma cortina de fumaça, capaz de confundir a verdade e o tamanho da afronta cometida”, escreveu. “Qual a origem desses 300? Uma coisa é receber o que a administração disponibiliza ou disponibilizou em holerite, sem que ninguém tivesse requerido. Outra, bem diferente, é requerer a si próprio, como membro da cúpula ou da Comissão de Vencimentos, e a si próprio deferir.”

Em 8 de março, Sartori comunicou a Lagrasta e a toda a classe que o Conselho Superior indeferiu pedido de divulgação dos nomes que receberam “antecipações excepcionais de créditos devidos, por estar a matéria pendente de decisão do Órgão Especial, respeitado o princípio da presunção de inocência”. Lagrasta defende a cautela do presidente. “Se o Ivan (Sartori) fosse impulsivo, teria mostrado a lista. Por que crucificar o presidente? Mas a divulgação da lista é importante”, reforça.

Lagrasta fala de um poder acuado. “Por que chegamos a este ponto? A partir do momento em que deixamos de julgar governador, hoje responsabilidade do Superior Tribunal de Justiça”, opina. “O Judiciário está de chapéu na mão. Não podemos ficar reféns do Executivo.”

A menos de dois anos da aposentadoria, o desembargador não quer homenagens, nem placa com seu nome gravado. Apenas que se restaure a honra maculada da toga.

Deputado do PPS recebeu R$ 175 mil de Cachoeira, diz jornal

Stepan Nercessian pediu R$ 160 mil para compra de apartamento no Rio.
Suspeito de liderar esquema de jogo ilegal, Cachoeira foi preso pela PF.

O deputado federal e ator Stepan Nercessian (PPS-RJ), recebeu no ano passado R$ 175 mil de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal sob a acusação de comandar um esquema de jogo ilegal, informa reportagem publicada neste sábado (31) pelo jornal “Folha de S. Paulo.”

As transações, diz o jornal, aparecem em grampos da Operação Monte Carlo, da PF, que levou Cachoeira à prisão.

De acordo com o texto, o deputado admitiu ter recebido de Cachoeira um depósito de R$ 160 mil em 17 de junho de 2011. Nercessian afirma que o dinheiro seria usado para garantir a compra de um apartamento no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 500 mil.

O valor, porém, foi devolvido três dias depois por meio de um depósito na conta de uma empresa do grupo de Cachoeira. O jornal afirma que o deputado enviou extrato que comprova o repasse.

Segundo a reportagem, o deputado afirma que recorreu a Cachoeira, de quem é amigo, porque teve medo que um empréstimo pedido a um banco não fosse aprovado a tempo de concretizar a compra do apartamento. Como o empréstimo saiu, diz Nercessian, o dinheiro foi devolvido.

Ainda de acordo com o jornal, o deputado admitiu ter recebido outros R$ 15 mil de Cachoeira. O dinheiro, diz, foi usado na compra de ingressos do Carnaval do Rio para Cachoeira.

Nercessian, segundo o texto, disse que pode se licenciar do cargo para esclarecer o seu envolvimento com o empresário investigado e evitar desgaste ao seu partido, o PPS. Ele afirma, porém, estar “tranquilo.”

Lula quer ajudar Dilma a mudar pastas

Ex-presidente disse que vai auxiliar sucessora a negociar para evitar danos a Haddad em SP

De volta à cena política, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confidenciou a amigos estar disposto a ajudar a presidente Dilma Rousseff “no que ela precisar” para terminar a reforma ministerial e impedir o apoio de partidos aliados, como o PR e o PDT, ao candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra. “Eu não vou ficar de pijama”, disse Lula.

O ex-presidente estará em Brasília em 25 de abril, para ver a estreia do documentário Pela Primeira Vez, de Ricardo Stuckert, sobre a posse de Dilma. O PT já prepara um ato político para que Lula possa fazer um agradecimento público aos que torceram por sua saúde. Ele ficou cinco meses em tratamento contra um câncer na laringe.

“Disseram que a Dilma precisava de mim para tudo, mas passei cinco meses fora e as coisas aconteceram”, afirmou Lula, segundo o senador Walter Pinheiro (PT-BA). “Agora estou renascido e quero voltar a contribuir com o governo.”

Em visita ao Campo Limpo, zona sul de São Paulo, Haddad disse que não é a hora de Lula ou de a senadora Marta Suplicy entrarem na campanha e minimizou as críticas da ex-prefeita à pressão do PT. “Espero que não (que Lula não entre agora na campanha). O presidente Lula está se recuperando. Você quer colocá-lo 12 horas do meu lado na periferia de São Paulo? Discordo. Ele está num momento de recuperação”, afirmou.

Preocupado com a candidatura de Fernando Haddad, Lula deve aparecer ao lado do afilhado em 14 de abril, na inauguração de um Centro Educacional Unificado (CEU), em São Bernardo do Campo. Marta, ausente da campanha até agora, fará ali sua estreia ao lado do candidato.

A iniciativa de dar um empurrão em Haddad, reunindo no palanque Lula e Marta, partiu do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT). O CEU será batizado com o nome da mãe da ex-primeira-dama Marisa Letícia. “Antes eu quero tirar uns dias de férias, descansar e pescar”, disse Lula ao senador Jorge Viana (PT-AC), na quinta-feira. “Mas acho que ele está mais disposto a pescar uns votinhos. De voto ele é bom, mas de pescador só tem as histórias”, brincou Viana.

Dirigentes do PT já avisaram Lula que a demora de Dilma em concluir a reforma ministerial está contaminando a campanha de Haddad. O pré-candidato ainda não fechou aliança com nenhum partido da base do governo.

Marta. O desabafo feito por Marta contra as cobranças para declarar apoio a Haddad exibiu não só as divergências no PT como acendeu o sinal amarelo no comando da campanha. Na quarta-feira, contrariada com as pressões do partido, a senadora disse aoEstado que “Haddad tem que gastar sola de sapato”. “Além disso, as alianças farão diferença. O restante é conhecer os problemas da cidade e conquistar a militância. Ninguém pode substituir nem fazer isso pelo candidato.”

“Ela vai gastar sola e vai dividir o custo do sapato com Haddad”, ironizou o deputado Edinho Silva, presidente do PT paulista.

“Marta expressa um sentimento de quem fala com o coração e diz o que pensa na lata. Só que a preocupação não deve ser com a Marta, e sim com a política de alianças para sustentar a candidatura Haddad”, disse o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto.

“Estamos em pré-campanha, estamos num momento de elaboração de propostas, de plano de governo”, declarou Haddad. “O mesmo raciocínio que vale para ele (Lula) vale para a prefeita Marta. Não tenho sequer notícia de que tenha havido qualquer pressão”, afirmou. “(Marta) É uma companheira de grande valor.” / COLABOROU DAIENE CARDOSO

 

Petista defende cassação de Demóstenes Torres

O presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, defendeu nesta sexta-feira a cassação do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), flagrado em conversas gravadas pela Polícia Federal com o empresário de jogos clandestinos Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

Na avaliação do presidente nacional do PT houve quebra de decoro parlamentar e, por isso, o senador deve ser cassado.

“Se a Comissão de Ética do Senado entender que houve quebra de decoro, e no meu entendimento está havendo, a medida da punição é a cassação. Há uma relação muito estreita entre o senador e Carlinhos Cachoeira”, afirmou Falcão, depois de participar de um seminário sobre Governança Metropolitana, organizado pela Fundação Perseu Abramo e pelo Instituto Lula, em São Paulo.

O PT já representou na Procuradoria Geral da República, pedindo que o senador seja investigado e requereu do procurador-geral da República “explicações sobre a demora”, segundo o partido, para proceder investigações em torno de denúncias que já haviam sido feitas contra o senador do DEM.

O PSOL entrou com pedido no Conselho de Ética do Senado para que o caso seja analisado pelos senadores.

Na quinta-feira, o Supremo Tribunal Federal autorizou quebra de sigilo bancário de Demóstenes e requisitou a lista de memendas ao Orçamento apresentadas pelo senador para analisar se usou o cargo para favorecer Cachoeira.

STF vai processar Lyra por ‘escravizar’ trabalhadores

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta abrir um processo criminal contra o deputado federal João Lyra (PSD-AL) por suspeita de submeter trabalhadores de sua empresa rural a situação análoga à escravidão. Os ministros do STF aceitaram uma denúncia na qual o Ministério Público Federal responsabilizou o parlamentar pelas supostas condições degradantes às quais estavam sujeitos os trabalhadores.

De acordo com a denúncia, o Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego realizou em fevereiro de 2008 operações numa fazenda de Lyra no município da União dos Palmares (AL) e apontou uma série de irregularidades, principalmente no setor de corte manual de cana-de-açúcar.

Conforme o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, trabalhadores eram submetidos a condições degradantes de trabalho e exerciam a função de cortar a cana sem equipamentos de segurança. Além disso, o procurador informou que as instalações onde os funcionários ficavam alojados eram muito precárias.

Segundo Gurgel, não existiam colchões, mas apenas pedaços de espuma sem revestimento “absolutamente imundos”. O procurador também informou que há relatos de trabalho contínuo durante 24 horas. O relator do caso no STF, Marco Aurélio Mello, votou contra a abertura do processo. Para ele, para ficar configurado o trabalho escravo, é necessário que tenha ocorrido o cerceamento da liberdade de ir e vir dos empregados.

Em fevereiro, o STF abriu uma ação penal contra o senador João Ribeiro (PR-TO) também por suspeita de submeter trabalhadores a situação análoga à escravidão numa fazenda no Pará. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal após uma inspeção do Ministério do Trabalho ter detectado supostas irregularidades.

STF autoriza quebra do sigilo bancário de Demóstenes

 O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (29/3) a quebra do sigilo bancário do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Ele é investigado pela Procuradoria-Geral da República pelo suposto envolvimento com irregularidades cometidas pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso há três semanas durante a Operação Monte Carlo.

A decisão foi tomada em atendimento a pedido formulado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Lewandowski também deferiu o pedido para que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), remeta a relação de emendas ao Orçamento da União apresentadas por Demóstenes.

Ainda por determinação do ministro Lewandowski, o Departamento de Polícia Federal (DPF) deverá degravar 19 diálogos telefônicos e órgãos públicos deverão prestar informações a respeito de contratos celebrados com empresas investigadas no caso.

No entanto, o pedido feito por Gurgel para que o senador fosse ouvido nos próximos dias também foi negado pelo ministro, que considerou a medida prematura.

Com as decisões, Lewandowski autorizou os primeiros procedimentos do inquérito que tramita no Supremo, no qual a PGR investiga o senador.

Líder do PSDB quer que Comissão de Ética investigue contrato da Pesca

Alvaro Dias disse que futuralmente pode convocar Ideli Salvatti a prestar esclarecimentos no Congresso

 O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), afirmou nesta sexta-feira, 30, que pedirá à Comissão de Ética Pública da Presidência da República que investigue se houve uso indevido da máquina pública pelo Ministério da Pesca na compra de lanchas das empresa Intech Boating. Conforme informa reportagem publicada na edição desta sexta do jornal O Estado de S. Paulo, após ser contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca, a empresa foi procurada para doar R$ 150 mil ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina.

O comitê, detalha a reportagem, arcou com 81% dos custos da campanha a governador em 2010, cuja candidata era a petista Ideli Salvatti, atual ministra das Relações Institucionais. Na quarta-feira, o TCU considerou irregular a compra das 28 lanchas, no valor total de R$ 31 milhões, por entender que o Ministério da Pesca não tem o que fazer com as embarcações. Segundo o tribunal, o ministério não tem competência para usá-las no patrulhamento marítimo.

Um ex-militante petista, atual dono da empresa, admitiu em entrevista ter sido procurado a contribuir com o PT. “É uma confissão de favorecimento ilícito mediante corrupção ativa e passiva”, afirmou Alvaro Dias. Ele classificou a denúncia como “grave” e “séria”.

Para o tucano, a Comissão de Ética tem de adotar procedimentos para esclarecer se houve desonestidade na operação. Ele não descarta pedir, futuramente, a convocação de Ideli Salvatti para ir ao Congresso esclarecer o caso. “Pode-se estar diante do uso da máquina pública para extorquir em favor de arcar supostamente com campanhas eleitorais”, afirmou.

Ministra Ideli Salvatti nega envolvimento com empresa Intech Boating

A assessoria da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, divulgou nesta sexta-feira (30/3) nota em que nega ligação de Ideli com a empresa Intech Boating. O texto informa que a ministra não recebeu diretamente dinheiro da empresa para sua campanha ao governo do estado de Santa Catarina.

“A doação no valor de R$ 150 mil registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita pela empresa Intech Boating foi destinada ao Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Santa Catarina e não à candidata Ideli Salvatti [nas eleições de 2010]”, diz a nota se referindo ao valor citado em matéria publicada na edição de hoje do jornal O Estado de S. Paulo que relaciona a doação feita pela empresa a um contrato para compra de lanchas assinado com o Ministério da Pesca, pasta que já foi comandada por Ideli.

A nota informa que o contrato firmado entre a empresa e o ministério para a aquisição das lanchas, que está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), foi assinado em 2009 e Ideli Salvatti assumiu a pasta apenas em 2011. O texto ressalta ainda que as contas da campanha ao governo do estado foram aprovadas pelo TSE.

De acordo com matéria, a empresa Intech Boating foi contratada para construir lanchas-patrulha de mais de R$ 1 milhão cada para o Ministério da Pesca, que não tinha competência para usar tais embarcações. Depois, a empresa foi procurada para doar ao comitê financeiro do PT de Santa Catarina R$ 150 mil. O comitê bancou 81% dos custos da campanha a governador, cuja candidata foi Ideli Salvatti, em 2010.

A contratação da empresa Intech Boating foi feita na gestão do então ministro da Pesca, Altemir Gregolin. A ministra Ideli foi titular da Pesca entre janeiro e junho de 2011 e, na época, a Intech recebeu R$ 5,2 milhões que faltavam para a compra das 28 lanchas encomendadas nos dois anos anteriores, de acordo com as informações do jornal.

Pré-candidatura de Mariana Carvalho – Por Daniel Martins

Vendo o nome de Mariana Carvalho nas prévias do PSDB, já da para acreditar em um futuro muito bom para Porto Velho, por acompanhar de perto o mandato da vereadora e ter visto bons resultados, acredito que com ela na prefeitura, Porto Velho possa se tornar á cidade que dará orgulho aos habitantes.

Mariana foi á vereadora mais atuante da câmara municipal, com sua juventude, levou boas e novas idéias para aquela casa, ela é muito popular por andar onde o problema está e ir buscar a solução, mas cada pessoa deveria conhecer mais o trabalho da vereadora indo à câmara municipal, pois lá iam ver de perto sua luta por uma cidade cada dia melhor.

Mariana carvalho – Vereadora e pré-candidata a prefeita

Sabemos que uma única vereadora não faz uma cidade, pois depende do executivo que é o prefeito, e com um prefeito sem atitudes, sem preparo e sem querer como Roberto Sobrinho fica mais difícil de fazer algo, porem Marina Carvalho é incansável na busca de uma Porto Velho que tenha coleta de lixo, água encanada, ruas asfaltada e pelo menos o mínimo de dignidade para seus moradores.

A executiva nacional do PSDB, também quer ela como candidata a prefeita.

Filiada desde os dezesseis anos no PSDB, Mariana Carvalho que hoje está com 25, é presidente da ala jovem da sigla partidária em Rondônia e diretora de articulação parlamentar da Juventude do PSDB Nacional. Foi responsável em Porto Velho pela realização dos cursos de formação políticas, para jovens realizados pelo Instituto Teotônio Vilela. Devido a sua atuação, consolidou sua liderança nas hostes do partido, sendo eleita vereadora em 2008.

 

Daniel Martins – Blogueiro

Mariana Carvalho é pré-candidata a prefeita de Porto Velho

Mariana Carvalho é o mais novo nome do PSDB nas prévias rumo a prefeitura de Porto Velho.

Mariana Carvalho (PSDB) é pré-candidata a prefeita de Porto Velho. Ela colocou o nome à disposição do PSDB durante reunião que aconteceu na semana passada na sede do partido.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=YSLRKvKN9TY[/youtube] Durante o evento que reuniu todo o diretório, militantes e pré-candidatos a vereador, a tucana afirmou que assim como ela, o partido tem outros quadros com condições de ser pré – candidatos. “Podemos fazer uma Porto Velho melhor e mais digna, o que não está sendo feito pelo Partido dos Trabalhadores, que mesmo com tantos recursos das usinas, temos a impressão que o nosso município está regredindo cada vez mais”, discursou.
Com a manifestação da parlamentar em ser candidata nas prévias do partido, o presidente da Executiva Municipal, Lindomar Carreiro, fortaleceu a tese de que o PSDB deve ter candidatura própria no próximo pleito. “Além da representante da ala jovem, o ninho tucano contamos com o nome do ex – procurador do Estado Ivo Benitez, também como pré – candidato”, frisou o peessedebista.
Filiada desde os dezesseis anos no PSDB, Mariana Carvalho que hoje está com 25, é presidente da ala jovem da sigla partidária em Rondônia e diretora de articulação parlamentar da Juventude do PSDB Nacional. Foi responsável em Porto Velho pela realização dos cursos de formação políticas para jovens realizados pelo Instituto Teotônio Vilela. Devido a sua atuação, consolidou sua liderança nas hostes do partido, sendo eleita vereadora em 2008.
Sua militância foi destacada pelos oradores que se pronunciaram durante o evento convocado pela cúpula do partido para reunir os pré – candidatos a chapa majoritária e proporcional com vistas às próximas eleições. Além dos postulantes a concorrer nas prévias internas do partido, o encontro dos tucanos reuniu simpatizantes do tucanato que aproveitaram a ocasião para se filiar.
A acadêmica de biomedicina, Valéria Miquelão, por exemplo, além de abonar sua ficha de filiação, fez questão de manifestar o apoio. “Não conhecia a Mariana Carvalho pessoalmente, mas acompanho o seu trabalho, principalmente pelas redes sociais. Acho Mariana muito atuante e por isso quero mobilizar a juventude para lhe apoiar”, declarou a universitária.

Participaram do encontro, os integrantes da Executiva Estadual do PSDB Maurílio Vasconcelos – secretário – geral, Alexandre Brito – membro – e João do Vale – tesoureiro, além da presidente do PSDB Mulher Silvana Davis. O presidente estadual da legenda Expedito Júnior foi representando no ato pelo filiado Expedito Neto.

Aécio Neves critica governo Dilma e ataca ‘regime do improviso’

Senador fez balanço em que concluiu que presidente não conseguiu dar soluções ao País.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não poupou a presidente Dilma Rousseff de duras críticas realizadas em discurso nesta quarta-feira, 28, no plenário do Senado. Na avaliação do senador, o primeiro ano de gestão da presidente ficou aquém do que se projetou em todos os setores, além de não ter apresentado um projeto ao País. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”, afirmou. Para ele, o Brasil é governado sob regime do improviso.

Senador Aécio Neves - (PSDB - MG)

Aécio Neves disse que a presidente, em vez de se mostrar uma gestora implacável, tem mostrado incapacidade de dar soluções ao País. “Vendeu-se a imagem de uma gestora impecável e impositiva, que por si só seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do País e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão.”

Em seu pronunciamento, o senador também destacou a descontinuidade da autoridade central construída nos 8 anos do governo Lula e sublinhou a recente crise na base aliada do governo. “A presidente estaria refém do seu próprio governo. É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior. É como se ela não houvesse, de próprio punho e com a sua consciência, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”, apontou Aécio.

Aécio disse ainda que a presidente abriu mão de conquistas, como a a alta popularidade, para conseguir fidelidade de seus aliados. O senador relembrou dos inúmeros escândalos que despontaram na gestão. “Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia – e sem quaisquer constrangimentos – o gravíssimo aparelhamento partidário da máquina governamental”.

Tempo esgotado. O pré-candidato tucano falou durante 15 minutos e não concedeu aparte para conseguir concluir um discurso de cinco páginas e meia. No início da sessão plenária, antes da ordem do dia, os oradores inscritos têm apenas dez minutos para discursar. Na presidência da Casa, a senadora Marta Suplicy tocou insistentemente a campainha, por cinco vezes, para lembrar Aécio que seu tempo estava esgotado. Encerrado o discurso, ela teve de ouvir os protestos do senador tucano Mário Couto (PA), que lhe cobrou o tratamento diferenciado concedido ao presidente do Senado, José Sarney. Há 20 dias, quando Sarney subiu à tribuna para fazer um discurso segurança, a presidente em exercício Marta Suplicy foi bem mais flexível, concedendo 45 minutos.

“Aqui não tem regimento. Para o Sarney ela desligou o cronômetro. O Aécio ela não deixa falar”, reclamou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PB). Diante dos protestos, Marta assumiu a diferença de tratamento: “Fiz uma liberalidade com o senador Aécio, agora; e uma liberalidade com o presidente Sarney, por decisão própria”. Mário Couto reagiu aos gritos. “A senhora manda e desmanda, faz o que quer?”, indagou Couto, ao que Jarbas completou: “É o PT que faz o que quer. Querem fazer o Senado de idiota.”

Demóstenes Torres diz que está ‘morto politicamente’

Investigado pela Procuradoria-Geral da República pelas suspeitas de envolvimento criminoso com o empresário de jogos Carlos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) disse ontem a pessoas próximas que “está morto” politicamente, mas que não vai renunciar nem se licenciar do cargo.

A interlocutores que estiveram com o senador do DEM ontem em seu gabinete, o senador disse que houve um vazamento intencional das investigações, para atingi-lo e poupar outros políticos citados nelas.

Ontem, o PSOL protocolou no Conselho de Ética uma representação contra Demóstenes, para investigá-lo por quebra de decoro parlamentar — o que pode acarretar na cassação de seu mandato. Ele ainda corre o risco de ser expulso de sua sigla.

DENÚNCIAS

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) na quarta-feira a abertura de inquérito para investigar Demóstenes. Ele entende que existem indícios de uma ligação criminosa entre o parlamentar e o empresário do ramo de jogos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes admite que recebeu de Cachoeira um telefone especial para conversas entre os dois. A investigação policial gravou cerca de 300 diálogos entre o senador e o empresário de jogos por pelo menos oito meses.

O democrata também ganhou de Cachoeira um fogão e uma geladeira, presentes que segundo Demóstenes foram oferecidos por um “amigo” quando se casou no ano passado.

Para tucano, envolvimento de ‘figurões’ atrasou investigações

O líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), disse nesta terça-feira que a Procuradoria Geral da República retardou a investigação de denúncias contra o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, porque há “figurões da República” envolvidos no caso.

Dias lembrou que as investigações no Ministério Público tiveram início para apurar a ligação de Cachoeira com Waldomiro Diniz, ex-assessor de José Dirceu e pivô do primeiro escândalo do governo Lula –por isso o procurador teria interesse em manter o caso em suspenso.

“É importante conhecer o inteiro teor do inquérito porque há especulação de que figurões da República estariam também envolvidos e por essa razão não se tem conhecimento do teor do inquérito”, disse.

Demóstenes Torres – DEM-GO

Ao ser questionado sobre quem seriam os “figurões” envolvidos com Cachoeira, Dias disse não ser possível fazer “nenhuma ilação” neste momento. “Ocorre que essa ‘questão Cachoeira’ vem desde os tempos de Waldomiro Diniz”, afirmou, em referência ao ex-assessor de José Dirceu flagrado recebendo proposta de propina do empresário. O caso, que ficou conhecido em 2004, foi o primeiro escândalo de corrupção do governo Lula.

O líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA), disse não ser possível afirmar que há outros parlamentares ou autoridades envolvidas com os negócios de Cachoeira. “O inquérito é sigiloso, eu não sei de nada.”

PROCESSO POLÍTICO

Apesar da pressão sobre o Ministério Público, os senadores descartam por enquanto a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) —que manteve uma série de conversas com Cachoeira em um telefone celular habilitado para falar exclusivamente com o empresário.

“O Congresso não trata de crime, não trata de decoro. O Congresso pode apreciar em um processo distante o decoro com base nos documentos da Procuradoria”, disse Pinheiro.

Dias negou que tenha sido deflagrada no Senado uma “operação abafa” para preservar o mandato de Demóstenes. Mas admite que a investigação política só terá curso se o Ministério Público formalizar investigação contra o senador. “Para que nós possamos adotar no Congresso providências que digam respeito a parlamentares, nós temos conhecer o inteiro teor deste inquérito. Não há da nossa parte nenhum propósito de condescendência.”

AFASTAMENTO

Demóstenes pediu nesta terça-feira para deixar a liderança do DEM no Senado. Em meio às denúncias de ligação com o empresário, ele enviou carta para o presidente do partido, senador José Agripino (DEM-RN), formalizando o pedido para se afastar da liderança.

“A fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias, comunico a Vossa Excelência o meu afastamento da liderança do Democratas no Senado Federal”, afirmou em carta de três linhas endereçada a Agripino.

O presidente do DEM afirmou que a bancada do partido no Senado vai se reunir para escolher o novo líder na Casa. “Quem vai assumir é quem a bancada decidir”, disse Agripino.

Abatido, Demóstenes passou a manhã em seu gabinete no Senado, mas não circulou pelos corredores da Casa. O democrata procurou líderes partidários para pedir apoio político. Disse que espera o julgamento criminal pela Procuradoria Geral da República, mas espera ser poupado de um processo no Conselho de Ética do Senado –que poderia lhe acarretar a perda de mandato.

Haddad diz ter acordo com Chalita para segundo turno contra Serra

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira ter um pacto de união com Gabriel Chalita (PMDB) para um eventual segundo turno com José Serra (PSDB).

Ele afirmou que os dois unirão forças contra o tucano, seja quem for para a etapa final da eleição.

“Se isso acontecer, se um de nós for para o segundo turno, contará com o apoio do outro”, disse Haddad. “Eu espero que nós dois possamos disputar o segundo turno, quem sabe.”

O petista confirmou ter sido recebido para um jantar na casa de Chalita há duas semanas, como noticiou a coluna “Mônica Bergamo”. Segundo Haddad, os dois mantêm “uma relação de respeito e amizade” e que não foi preciso selar um pacto de não-agressão na campanha.

“Isso nem precisou ser tratado porque não se espera outra coisa entre nós. No que nos diz respeito, isso está implícito desde sempre”, disse.

Nesta terça-feira, o pré-candidato do PT visitou a Câmara Municipal e se reuniu com líderes de diversos partidos no gabinete do presidente da Casa, José Police Neto (PSDB), aliado de Serra.

Agripino assume lugar de Demóstenes e fala em expulsão

O senador José Agripino (RN) assumiu nesta terça-feira (27) a liderança do DEM, depois de o colega de bancada e de partido Demóstenes Torres (GO) pedir o afastamento do cargo em meio às denúncias de ligação com o empresário do ramo de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Agripino disse que a Procuradoria Geral da República tem que divulgar o inquérito para que Demóstenes possa se defender de fatos e não de insinuações.

O novo líder afirmou que a situação de Demóstenes é “incômoda” porque sobre ele pairam dúvidas que não foram esclarecidas. “O que não pode é perdurar a dúvida. É acusado de que?Qual a legitimidade da denúncia? A Procuradoria tem todos os elementos para fazer isso, para que os acusados possam ter direito de defesa. É isso que o DEM quer”, disse.

Agripino afirmou que o partido não convive com a falta de ética e que, caso as denúncias sejam comprovadas, Demóstenes será expulso. “Na hora em que seus líderes são acusados, com base em evidências em perda de decoro, o partido nunca hesitou em expulsar. O Democratas tem uma tradição a zelar e a zelará. Não convivemos com a perda da ética.”

Investigação policial gravou cerca de 300 diálogos entre o senador Demóstenes e o empresário de jogos por pelo menos oito meses. O democrata também ganhou de Cachoeira um fogão e uma geladeira, presentes que segundo Demóstenes foram oferecidos por um “amigo” quando se casou no ano passado.

AFASTAMENTO

Demóstenes pediu nesta terça-feira para deixar a liderança do DEM no Senado.

Em meio às denúncias de ligação com o empresário, ele enviou carta para o presidente do partido, senador José Agripino (DEM-RN), formalizando o pedido para se afastar da liderança.

“A fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias, comunico a Vossa Excelência o meu afastamento da liderança do Democratas no Senado Federal”, afirmou em carta de três linhas endereçada a Agripino.

Abatido, Demóstenes passou a manhã em seu gabinete no Senado, mas não circulou pelos corredores da Casa. O democrata procurou líderes partidários para pedir apoio político. Disse que espera o julgamento criminal pela Procuradoria Geral da República, mas espera ser poupado de um processo no Conselho de Ética do Senado –que poderia lhe acarretar a perda de mandato.

Gurgel pede ao STF abertura de inquérito para investigar Demóstenes Tores

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a abertura de inquérito para investigar o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), entendendo que existem indícios de uma ligação criminosa entre o parlamentar e o empresário do ramo de jogos, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Ele afirmou que requisitou ao tribunal a autorização para a realização de uma série de “diligências”, sem entrar em detalhes sobre quais seriam elas, por se tratar de um procedimento coberto pelo segredo de Justiça. Esse é um pedido formal que deverá ser atendido pelo STF, pois nesta fase de uma investigação criminal, o responsável por sua condução é o procurador-geral da República.

Ele não quis dizer se requisitou a de quebra de algum sigilo, mas afirmou que não houve qualquer pedido de prisão.

Ao chegar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gurgel disse a jornalistas que decidiu requisitar a abertura do inquérito por entender que existem indícios suficientes de prática de crime na ligação entre senador e o empresário. “Considerei grave o suficiente para que houvesse o pedido de instauração de inquérito. É um volume muito extenso de interceptações telefônicas cobertas pelo sigilo e de um período bastante longo”, afirmou

Questionado, Gurgel disse que essas interceptações ocorreram em um período de mais ou menos dez meses e muito do material analisado não estava degravado, motivo explicado por ele para não ter pedido a abertura do inquérito antes.

“Os indícios são sempre relacionados ao personagem central daquelas investigações [que resultaram na Operação Monte Carlo], que é conhecido como Carlinhos Cachoeira”.

O pedido de Gurgel já foi protocolado no STF sob o título de Inquérito e recebeu o número 3430. Ainda não foi escolhido o ministro que será o relator do caso.

O procurador-geral também afirmou que requisitou, no mesmo pedido, um inquérito separado para investigar outros parlamentares que aparecem também nos grampos. Sem citar nomes, ele disse que seriam aqueles já citados em reportagens jornalísticas.

“Em relação a esses outros parlamentares já menos elementos e por isso também se pediu o desmembramento”, disse Gurgel.

COMISSÃO DE ÉTICA

Além da investigação do Ministério Público Federal, o PSOL também anunciou hoje que vai pedir a abertura de um processo no Conselho de Ética do Senado contra Demóstenes por quebra de decoro parlamentar.

Segundo o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a decisão do procurador-geral da República de pedir a abertura de inquérito contra o democrata, é “inevitável” a investigação pelo conselho. O processo pode resultar na cassação do senador do DEM.

AFASTAMENTO

Demóstenes pediu nesta terça-feira para deixar a liderança do DEM no Senado. Em meio às denúncias de ligação com o empresário, ele enviou carta para o presidente do partido, senador José Agripino (DEM-RN), formalizando o pedido para se afastar da liderança.

“A fim de que eu possa acompanhar a evolução dos fatos noticiados nos últimos dias, comunico a Vossa Excelência o meu afastamento da liderança do Democratas no Senado Federal”, afirmou em carta de três linhas endereçada a Agripino.

O presidente do DEM afirmou que a bancada do partido no Senado vai se reunir para escolher o novo líder na Casa. “Quem vai assumir é quem a bancada decidir”, disse Agripino.

Abatido, Demóstenes passou a manhã em seu gabinete no Senado, mas não circulou pelos corredores da Casa. O democrata procurou líderes partidários para pedir apoio político. Disse que espera o julgamento criminal pela Procuradoria Geral da República, mas espera ser poupado de um processo no Conselho de Ética do Senado –que poderia lhe acarretar a perda de mandato.

Crise nas bases eleitorais muda relação com aliados em estados e municípios

A presidente Dilma Rousseff tem travado, nas últimas semanas, embates com alguns grandes caciques políticos nacionais, que se agravaram após a derrota imposta ao Planalto na recondução de Bernardo Figueiredo para a presidência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e nas trocas das lideranças governistas no Congresso. Mas esses mesmos personagens não se incomodam apenas com a perda de prestígio na máquina pública federal. O novo reordenamento político pretendido pela presidente também afeta as relações nos estados e municípios, onde eles mantêm seus redutos eleitorais.

Deputados reunidos no plenário Câmara: Código Florestal e Lei Geral da Copa em compasso de espera

Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) está na berlinda após a decisão de Dilma de substituir o peemedebista Romero Jucá (PMDB-RR) da liderança do governo na Casa. A presidente escolheu para o posto o também peemedebista Eduardo Braga (AM), um dos porta-vozes do grupo dissidente da legenda. Pessoas próximas a ele também enxergam nesse movimento um alerta para os planos do alagoano de ser presidente da Casa no próximo ano. “Sarney já dá sinais de que poderá não apoiar Renan. Ele gosta muita do líder do PMDB, mas gosta mais de manter o poder no Congresso”, afirmou um integrante da base governista que não simpatiza com nenhum dos dois peemedebistas.

Crise nas bases eleitorais muda relação com aliados em estados e municípios

A presidente Dilma Rousseff tem travado, nas últimas semanas, embates com alguns grandes caciques políticos nacionais, que se agravaram após a derrota imposta ao Planalto na recondução de Bernardo Figueiredo para a presidência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e nas trocas das lideranças governistas no Congresso. Mas esses mesmos personagens não se incomodam apenas com a perda de prestígio na máquina pública federal. O novo reordenamento político pretendido pela presidente também afeta as relações nos estados e municípios, onde eles mantêm seus redutos eleitorais.

Deputados reunidos no plenário Câmara: Código Florestal e Lei Geral da Copa em compasso de espera

Líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL) está na berlinda após a decisão de Dilma de substituir o peemedebista Romero Jucá (PMDB-RR) da liderança do governo na Casa. A presidente escolheu para o posto o também peemedebista Eduardo Braga (AM), um dos porta-vozes do grupo dissidente da legenda. Pessoas próximas a ele também enxergam nesse movimento um alerta para os planos do alagoano de ser presidente da Casa no próximo ano. “Sarney já dá sinais de que poderá não apoiar Renan. Ele gosta muita do líder do PMDB, mas gosta mais de manter o poder no Congresso”, afirmou um integrante da base governista que não simpatiza com nenhum dos dois peemedebistas.

José Serra vence prévia do PSDB em São Paulo com 52,1% dos votos

Ex-governador será o candidato do partido para concorrer à Prefeitura da capital paulista.

SÃO PAULO – O ex-governador José Serra venceu a prévia do PSDB de São Paulo, com 52,1% dos votos, e será o candidato do partido para concorrer à Prefeitura da capital paulista neste ano. Serra teve 3.176 votos. Os outros concorrentes, o secretário José Aníbal e o deputado federal Ricardo Tripoli, receberam respectivamente 1.902 e 1.018 votos. No total, 6.229 filiados tucanos participaram do processo, iniciado às 9 horas deste domingo, 25, nos 58 diretórios zonais do PSDB.

Ao votar no diretório zonal do Butantã, o governador Geraldo Alckmin afirmou que a prévia tucana não irá dividir o partido e que o processo legitima o candidato que vencer a disputa. Alckmin, que declarou ter votado em Serra, disse que foi um ato de humildade do ex-governador se submeter ao processo de prévia da sigla.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também declarou apoio a Serra, ao votar por volta das 12h no diretório regional de Perdizes, que foi montado em um estacionamento na esquina das avenidas Glete e Barão de Limeira. “Todos candidatos são preparados, mas eu tenho uma longa história política com o Serra”, justificou o ex-presidente. Até então, ele não havia declarado em quem votaria no processo interno do partido.

Queremos Estadistas – Por Daniel Martins

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ESQUERDA – O BRASIL PRECISA APRENDER ESSA DIFERENÇA

Origem das palavras:

DIREITA = DESTRA, APTA, CAPAZ ( Do latim : dextra )
ESQUERDA = SINISTRA ( Do latim : Sinister )

Pensamento

O liberal é humilde. Reconhece que o mundo e a vida são complicados. A única coisa de que tem certeza é que a incerteza requer a liberdade, para que a verdade seja descoberta por um processo de concorrência e debate que não tem fim. O socialista, por sua vez, acha que a vida e o mundo são facilmente compreensíveis; sabe de tudo e quer impor a estreiteza de sua experiência – ou seja, sua ignorância e arrogância – aos seus concidadãos“. Raymond Aron.

DIREITA  versus  ESQUERDA – (DIFERENÇAS ABSSAIS)

Quando uma pessoa de direita não gosta de armas, não as compra.
Quando uma pessoa de esquerda não gosta das armas, quer proibi-las.

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Quando uma pessoa de direita é vegetariano, não come carne..
Quando uma pessoa de esquerda é vegetariano, faz campanha contra os produtos à base de proteínas animais.
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Quando uma pessoa de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal. 
Quando uma pessoa de esquerda é homossexual, faz um alarde para que todos  os respeitem. 
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Quando uma pessoa de direita é prejudicado no trabalho, reflete sobre a forma  de sair dessa situação e age em conformidade.
Quando uma pessoa de esquerda é prejudicada no trabalho, levanta uma queixa contra a discriminação de que foi alvo.

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Quando uma pessoa de direita não gosta de um debate transmitido pela televisão, desliga a televisão ou muda de canal.
Quando uma pessoa de esquerda não gosta  de um debate transmitido pela televisão, quer entrar na justiça contra os sacanas que dizem essas sandices. Se for o caso disso, uma pequena queixa por difamação será bem-vinda. 
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Quando uma pessoa de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga ou nem à mesquita. 
Quando uma pessoa de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública, exceto para o Islã (com medo de retaliações provavelmente).
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Quando uma pessoa de direita tem necessidade de cuidados médicos, vai ver o seu médico e, a seguir, compra os medicamentos receitados. 
Quando uma pessoa de esquerda tem necessidade de cuidados médicos, recorre à solidariedade nacional. 
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Quando a economia vai mal, a pessoa de direita diz-se que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais. 
Quando a economia vai mal, a pessoa de esquerda diz que os sacanas dos proprietários são os responsáveis, e punem o país. 
________________________________
Teste final: 
Quando uma pessoa de direita lê esse texto, o repassa.
Quando uma pessoa de esquerda lê esse teste, fica p. da vida e não o reenvia. (Mas certamente, quando chegar a maturidade se arrependerá de tudo isso.)

Do original francês “De gauche ou de droite?”

Do original francês “ De gauche ou de droite?” – sem nome do autor

E humor também ajuda a entender o jogo político. Leia:

– (…) Porque será que todas as religiões, mas todas mesmo, até a islâmica, coloca sempre em seus livros sagrados o mal à esquerda e o bem à direita? Será mera coincidência? Veja na Bíblia diz que Jesus ressuscitou e subiu aos céus sentando-se a direita de Deus. Na umbanda, os espíritos maus são da esquerda, e os bons da direita. Até as setenta e tantas virgens que esperam os auto explodidos estão à direita do céu! rsrsrs. (…) Post da internatura Mary em “answers.yahoo.com”.

Após estatização, Fundação Sarney está abandonada no Maranhão

Local abriga além de acervo do presidente do Senado, sala com quadros do clã vestido em roupas religiosas, como Roseana retratada como freira

Pouco mais de cinco meses após a aprovação da lei que estatizou a fundação José Sarney, a sede da instituição em São Luís está fechada, sem perspectiva de ser aberta ao público.

Do lado de fora, um cadeado tranca a principal entrada do prédio e ao lado do prédio, o mato alto é o retrato do abandono do local que abriga o acervo do presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

Mais notícias Maranhão

Em 19 de outubro do ano passado, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou a lei que criou a Fundação da Memória Republicana e extinguiu a Fundação José Sarney. Na época, a governadora do Estado, Roseana Sarney (PMDB), encaminhou o projeto à Assembleia em regime de urgência alegando que a entidade vivia uma grave crise financeira. Roseana dizia ter receio do destino do acervo do ex-presidente, composto por mais de 23 mil documentos, 25 mil livros e 1,1 milhão de textos.

Após a aprovação do projeto de lei, a Fundação foi vinculada à Secretaria Estadual da Educação (Seduc) do Maranhão mas, quase seis meses após a aprovação da lei, não foi encaminhada à Assembleia Legislativa projeto de dotação orçamentária da nova entidade (algo que estava previsto no projeto de lei). Estima-se que a entidade custe cerca de R$ 1 milhão ao ano.

A Fundação está fechada desde o final de abril de 2011 e na prática mantém apenas três soldados da Polícia Militar que fazem a vigilância no local e cinco funcionários de serviços gerais, responsáveis pela conservação interna da sede da fundação. Do lado externo, uma área serve como uma pequena lixeira para moradores do bairro Portinho, no Centro Histórico de São Luís. Segundo moradores, crianças encontraram ratos e baratas no local.

Após o fechamento à visitação pública, o Convento das Mercês, sede da Fundação abriu as portas em apenas duas ocasiões: na festa de final de ano promovida pelo presidente do Senado e na aula de abertura do ano letivo de 2012 da Escola de Música do Bom Menino das Mercês, há exatamente uma semana.

Além disso, a reforma iniciada ainda no primeiro semestre do ano passado caminha a passos muito lentos, conforme informações de pessoas que moram ao lado da entidade. “A governadora encaminhou o projeto de lei para a Assembleia em regime de urgência porque não queria o debate. Não havia intenção nenhuma de resguardar o acervo”, disse o líder da oposição na Assembleia Legislativa do Maranhão, Marcelo Tavares (PSB).

SANTOS

Além do acervo do ex-presidente, a Fundação José Sarney também mantém uma sala de difícil acesso com quadros de familiares e amigos do pemedebista encarnando figuras religiosas e cristãs.

Na sala, há Roseana Sarney retratada como uma freira, com a faixa de governadora; José Sarney como padre; o filho do presidente do Senado, o empresário e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Fernando Sarney, como pastor de ovelhas, entre outros como também o ex-presidente da Fundação, o advogado José Carlos Sousa e Silva.

Essa sala dificilmente é aberta à visitação. Ela fica na parte superior do prédio direita do Convento das Mercês, entre uma sala vip e um dos auditórios da Fundação. São mais de 30 quadros do tipo que estão abrigados na entidade. “Eu acho de péssimo gosto. É um verdadeiro culto à personalidade, mas com dinheiro público. É algo parecido com o que fazia Saddam Hussein”, afirmou Tavares. Ainda não se sabe se, com a Fundação Pública, essa sala será aberta para a visitação.

A crise na Fundação José Sarney, hoje da Memória Republicana, começou em 2009 quando o jornal O Estado de São Paulo denunciou possíveis desvios de recursos públicos por meio da entidade. Em janeiro do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) acatou denúncia por suposto desvio de recursos da Petrobras por gestores da Fundação José Sarney. Pelo menos R$ 500 mil de convênios da ordem de R$ 1,3 milhões teriam sido desviados para empresas de fachadas em São Luís.

Os responsáveis pela Fundação não responderam ao iG até o fechamento desta reportagem.

Dilma nega crise e diz que ‘momento tenso se deve a ano eleitoral’

A presidente Dilma Rousseff afirmou que “não há crise nenhuma”, ao referir-se ao momento de maior tensão entre seu governo e a base de apoio no Congresso Nacional.

Em entrevista à revista “Veja”, Dilma disse que “perder e ganhar votações faz parte do processo democrático” e que “crise existe quando se perde a legitimidade”.

A presidente atribuiu a crise existente, desde que descontentes do PMDB lançaram um manifesto na Câmara contra o espaço do PT no governo, a “um momento tenso, natural em um ano de eleições municipais”.

Ela não comentou, contudo, a série de reveses políticos, que não se resumiram à perda de votações. E vociferou o que seus auxiliares vêm dizendo: “Não gosto desse negócio de toma lá, dá cá”.

Reclamou do termo “faxina” para referir-se às mudanças causadas por suspeitas de corrupção no governo. “Parece preconceituoso. Se o presidente fosse um homem, vocês falariam de faxina? Isso é bobagem”, afirmou.

A entrevista foi concedida na última quinta-feira, após o encontro com empresários no Palácio do Planalto. Dilma repetiu o que disse a eles: negou protecionismo, mas prometeu defender a indústria nacional, além de cobrar investimentos estatais e privados para tentar retomar o crescimento econômico.

E prometeu diminuir a carga tributária. “Vamos baixá-la”, disse.

Sobre a China, ela afirmou que a mudança do padrão econômico de exportador para importador do país asiático será benéfica ao Brasil. “A parte da indústria brasileira que via a China como ameaça poderá passar a vê-la como oportunidade de mercado.”

Disse que não tentou “dar lições” à chanceler alemã, Angela Merkel, quando criticou o fluxo de capital externo descontrolado rumo ao Brasil. “Obrigada, mas não queremos pagar as exorbitantes taxas de permanência desses empréstimos. Eu quis deixar claro que o Brasil não quer mais ser visto como destinação de capital especulativo.”

ERRADO E ERRÁTICO – Por Artur Virgílio Neto

Lisboa – O governo brasileiro, que não tem coragem de promover um ajuste fiscal verdadeiro, que lhe permitiria baixar juros sustentavelmente, envereda por caminho errado e errático. Errado, porque supõe poder enfrentar a perda crescente de competitividade da indústria brasileira com medidas protecionistas, barreiras à importação e reservas de mercado; imita Geisel, que plantou a semente do erro nos anos 70 do século passado. E errático porque vai e volta, parece desorientado, adota medidas contraditórias entre elas.

Samba de uma nota só. A palavra de ordem do Planalto é condenar o “tsunami monetário” provocado pela liquidez jogada no mercado por EUA, Zona Euro, Inglaterra e Japão, que buscam saídas para suas próprias crises. O excesso de dinheiro procura a remuneração elevada que países como o Brasil lhe oferecem e aí o dólar se deprecia relativamente diante do real.

Para quem deseja fazer turismo no exterior, ótimo. Para as indústrias exportadoras, péssimo, claro, pois real apreciado equivale a menores possibilidades de colocação de nossas mercadorias no mercado externo.

A equipe econômica brasileira, então, parte para renegociar o acordo automotivo com o México e sinaliza com medidas atrasadas como a velha e cansada reserva de mercado, que tanto atrasou nossa indústria de informática, no período Geisel/Figueiredo. Isso só levou ao atraso tecnológico, a preços mais altos e, portanto, a prejuízos incalculáveis para o país e para o consumidor.

As medidas paliativas do Ministério da Fazenda não resolvem o problema. O dólar sobe num dia e cai no outro.

A verdadeira solução está em promover, de uma vez por todas, verdadeira reforma tributária e efetiva modernização da legislação trabalhista. A reforma política também é inadiável: a visível falência da articulação do Planalto está conduzindo o país para a ingovernabilidade. Alguém escreveu, aliás, que a Presidente não gosta e nem entende de política e seus articuladores podem até gostar, porém do assunto não entendem.

A fixação freudiana de Dilma e Lula no “conteúdo nacional”, muitas vezes contrasta com a necessidade de produzir a custos mais baixos e com melhor qualidade. O objetivo deveria ser aumentar a produtividade sistêmica da economia: onde estão os investimentos nessa infraestrutura falida, que onera brutalmente o custo Brasil? Onde estão os investimentos sistemáticos em formação de mão de obra qualificada e em inovação?

O BNDES mesmo, ao invés de se dedicar a financiar a (re)construção da infraestrutura, dedica-se a projetos menos relevantes, que interessam mais a certos e (bem) escolhidos setores empresariais que ao futuro da economia. Esse banco oficial precisa ser repensado, porque ele também tem regredido conceitualmente aos anos 70.

Câmbio é coisa séria, sim. Mario Henrique Simonsen dizia que “a inflação aleija e o câmbio mata”. Mas a culpa do drama cambial brasileiro está menos nos “tsunamis” retóricos da Presidente Dilma e mais na incapacidade que temos demonstrado de prosseguir reformando o Brasil.

Na inércia, perderemos a guerra, sem dúvida nenhuma.

Artur Virgílio Neto é Diplomata, foi líder do PSDB no Senado

Policia Federal: Demóstenes Torres pediu dinheiro a Carlinhos Cachoeira

Gravações revelam que senador do DEM solicitou ajuda para despesa de táxi-aéreo..

BRASÍLIA – Gravações da Polícia Federal revelam que o senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, pediu dinheiro e vazou informações de reuniões oficiais a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar a exploração ilegal de jogos em Goiás. Relatório com as gravações e outros graves indícios foi enviado à Procuradoria Geral da República em 2009, mas o chefe da instituição, Roberto Gurgel, não tomou qualquer providência para esclarecer o caso. O documento aponta ainda ligações comprometedoras entre os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO) e João Sandes Júnior (PP-GO) com Cachoeira.

O relatório, produzido três anos antes da deflagração da Operação Monte Carlo, escancara os vínculos entre Demóstenes e Cachoeira. Numa das gravações, feitas com autorização judicial, Demóstenes pede para Cachoeira “pagar uma despesa dele com táxi-aéreo no valor de R$ 3 mil”. Em outro trecho do relatório, elaborado com base nas gravações, os investigadores informam que o senador fez “confidências” a Cachoeira sobre reuniões reservadas que teve no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. Parlamentar influente, Demóstenes costuma participar de importantes discussões, sobretudo aquelas relacionadas a assuntos de segurança pública.

O relatório revela ainda que desde 2009 Demóstenes usava um rádio Nextel (tipo de telefone) “habilitado nos Estados Unidos” para manter conversas secretas com Cachoeira. Segundo a polícia, os contatos entre os dois eram “frequentes”. A informação reapareceu nas investigações da Monte Carlo. Para autoridades que acompanham o caso de perto, esse é mais um indicativo de que as relações do senador com Cachoeira foram mantidas, mesmo depois da primeira investigação criminal sobre o assunto. O documento expõe também a proximidade entre Cachoeira e os deputados Leréia e Sandes Júnior.

Leréia também usava um Nextel para conversas secretas com Cachoeira. A polícia produziu o relatório com base em inquérito aberto em Anápolis para investigar a exploração de bingos e caça-níqueis na cidade e arredores. Como não pode investigar parlamentares sem autorização prévia do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF enviou o material à Procuradoria Geral em 15 de setembro de 2009. O relatório foi recebido pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques. Caberia ao procurador-geral, Roberto Gurgel, decidir se pediria ou não ao STF abertura de inquérito contra os parlamentares. Mas, desde então, nenhuma providência foi tomada.

No segundo semestre de 2010, a PF abriu inquérito para apurar exploração ilegal de jogos em Luziânia e se deparou com as mesmas irregularidades da investigação concluída há três anos. Procurado pelo GLOBO, Gurgel disse, por meio da assessoria de imprensa, que estava aguardando o resultado da Operação Monte Carlo para decidir o que fazer em relação aos parlamentares. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, confirmou o uso do Nextel por Demóstenes.

Segundo ele, o senador usou o telefone, mas não se lembra desde quando. O advogado não fez comentários sobre o suposto pedido de pagamento de despesas e o vazamento de informações oficiais.

Demóstenes Torres teria faturado R$ 50 mi ao associar-se com bicheiro

Reportagem publicada no site da revista “CartaCapital “, assinada por Leandro Fortes, afirma que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) arrecadou R$ 50 milhões após se associar com o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que, segundo a Polícia Federal, controlava uma rede de 8.000 máquinas ilegais de caça-níqueis e 1.500 bingos clandestinos.

A reportagem diz ter obtido, junto ao núcleo de inteligência policial da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, um relatório sigiloso da Operação Monte Carlo, que dá detalhes da relação entre o senador e o bicheiro.

Segundo a publicação, o esquema de Cachoeira rendeu R$ 170 milhões nos últimos seis anos, dos quais Demóstenes teria ficado com cerca de 30%.

Ainda segundo a reportagem, a Polícia Federal saberia, desde 2006, que o senador, que é ex-procurador, ex-delegado e ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, teria relação direta com o grupo de Cachoeira.

Além de Demóstenes, os deputados federais por Goiás Rubens Otoni (PT), Carlos Alberto Leréia (PSDB) e Jovair Arantes (PTB) teriam envolvimento com o bicheiro, diz a revista.

Ainda de acordo com a “CartaCapital”, o senador teria conseguido manter em sigilo sua suposta ligação com Cachoeira após subornar um delegado da PF em Goiás que estava entre os 35 presos na operação Monte Carlo, em 29 de fevereiro.

UOL procurou o senador, mas não obteve resposta.

O presidente do DEM federal, o senador José Agripino Maia (RN) falou ao blog do Josias  sobre as denúncias. “O senador Demóstenes foi à tribuna. Terminou o seu discurso dizendo que queria ser investigado. A posição do partido é de apoiar esse compromisso dele. Onde estão as denúncias? Dizem que há gravações na Procuradoria Geral da República. Que se se investigue.”

Álvaro Dias protesta na tribuna do senado contra atitudes de Dilma Rousseff

O senador Álvaro Dias protestou hoje na tribuna do Senado contra a atitude da presidente Dilma, que usurpa competência privativa do Senado e afronta prerrogativa exclusiva dos parlamentares.

É dever do ocupante de cargos públicos, em especial a presidente da república, dar o exemplo e mostrar para a população que todos são iguais, desrespeitar a Constituição Federal é um péssimo exemplo presidente.

Partidos adversários do PSDB já têm ‘arsenal’ contra José Serra

Adversários do tucano começam a usar promessa descumprida de 2004; questão preocupa PSDB.

SÃO PAULO – Partidos adversários do PSDB em São Paulo já se preparam para usar um “arsenal” contra o ex-governador José Serra na eleição pela Prefeitura paulistana. O objetivo é aproveitar a declaração recente do pré-candidato sobre seu compromisso de ficar na Prefeitura, caso eleito, e explorar o que chamam de contradições do tucano sobre o assunto.

Fernando Haddad, Netinho de Paula e Gabriel Chalita, Todos cotra Serra.

Em café da manhã nesta quarta-feira, 21, com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), no Palácio do Jaburu, representante do PRB, que lançará como candidato a prefeito Celso Russomanno, e do PC do B, que tem como pré-candidato o vereador Netinho de Paula, falaram sobre o uso de imagens e reportagens que mostrariam que Serra não cumpriu promessa de ficar na Prefeitura por quatro anos, feita na eleição de 2004.

Na segunda-feira, ao ser questionado sobre a sua assinatura num documento elaborado pela Folha de S. Paulo, durante a campanha daquele ano, o tucano disse que se tratava de um “papelzinho” e que não havia ido ao “cartório” para assiná-lo. No papel assinado por Serra, havia o compromisso de que ele não renunciaria ao cargo de prefeito. Eleito em 2004, o tucano governou a cidade por um ano e três meses, quando renunciou para disputar o governo do Estado.

O presidente nacional do PRB, Marcos Pereira, citou como exemplo do “arsenal” a ser usado o debate mediado por Boris Casoy, na Rede Record, em 2004, no qual Serra se comprometia a cumprir o mandato.

Na ocasião, o tucano disse: “Eu assumo esse compromisso como já assumi, embora os candidatos adversários gostem de dizer que eu vou sair para me candidatar a presidente da República ou a governador e etc. Não. Meu propósito, meu compromisso e minha determinação é governar São Paulo por quatro anos”.

A imagem é motivo de preocupação no PSDB. No partido, teme-se o impacto da fala de Serra se comprometendo a cumprir o mandato, se usado no horário eleitoral gratuito na TV. Para os tucanos, a declaração sobre o “papelzinho”, aliada às imagens do debate e ao episódio da “bolinha de papel”, quando uma bobina de adesivo acertou sua cabeça na campanha de 2010, trarão para o centro do debate a discussão sobre a palavra do candidato.

Na reunião, Temer, Pereira, o presidente do PC do B, Renato Rabelo, e o ex-ministro Orlando Silva falaram da manutenção de suas pré-candidaturas até maio. O PT teme que Netinho tire votos do pré-candidato Fernando Haddad, mas vê com bons olhos a candidatura do PMDB, com Gabriel Chalita, e de Russomanno. Ambos terão o PSDB como alvo.

MP investigará repasses do governo de Minas para rádio de Aécio Neves

Propriedade da emissora por parte de Aécio veio a público quando senador teve a CNH apreendida.

BELO HORIZONTE – O Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais instaurou inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo do Estado à Rádio Arco-Íris entre 2003 e 2010, época em que o tucano comandou o Executivo mineiro. Além de Aécio, também consta no inquérito civil MPMG-0024.12.001113-5, o nome de sua irmã, Andrea Neves, atual presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do governo, responsável pelo controle do gasto com comunicação, inclusive a publicidade oficial, durante a gestão do irmão.

Aécio dirigia um Land Rover da Rádio Arco-Íris quando foi parado em blitz no Rio de Janeiro

A propriedade da rádio por parte de Aécio e Andrea veio a público em abril do ano passado, quando o senador teve a carteira de habilitação – vencida – apreendida e foi multado em R$ 1.149,24 após se recusar a fazer o teste do bafômetro ao ser parado em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. Ele dirigia o Land Rover placas HMA-1003, comprado em novembro de 2010 em nome da emissora, que detém uma franquia da Rádio Jovem Pan FM em Belo Horizonte.

Na ocasião, o governo confirmou que havia feito repasses à emissora em 2010, mas afirmou que os pagamentos foram legítimos. O caso levou a oposição ao Executivo tucano na Assembleia Legislativa de Minas a tentar, sem sucesso, criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Agora, a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MPE vai apurar se foram repassadas verbas públicas á rádio também nos outros anos em que Aécio esteve à frente do governo e os critérios usados para a liberação dos recursos. O inquérito foi instaurado na sexta-feira, 16, após o órgão receber, em fevereiro, nova representação contra Aécio e Andrea.

No período em que o atual senador comandou o Executivo mineiro, as despesas de órgãos da administração direta com “divulgação governamental” chegaram a R$ 489,6 milhões, segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira de Minas Gerais (Siafi-MG), valor que ultrapassa R$ 815 milhões quando incluídos gastos de empresas, fundações e autarquias controladas pelo Executivo. Além da Rádio Arco Íris, o MPE também vai investigar se as empresas Editora Gazeta de São João del Rei Ltda. e a Rádio São João del Rei S/A, que têm Andrea como sócia, receberam recursos do governo durante a gestão do irmão. Ela é cotada entre lideranças tucanas de Minas para disputar o governo do Estado em 2014 pelo PSDB.

Aécio se tornou sócio da Rádio Arco Íris, que já era dirigida pela atual presidente do Servas, em dezembro de 2010, dois meses após ser eleito para o Senado. A assessoria do tucano informou que sua mãe, Inês Maria, comprou parte das cotas de Andrea e as repassou ao filho. O Land Rover é um dos 12 veículos registrados em nome da emissora, que está registrada com capital social de R$ 200 mil e faturou R$ 5 milhões em 2010. Inês Maria já tinha participação na rádio quando Aécio entrou na sociedade.

Por meio de nota, a assessoria do senador informou que os responsáveis pela representação – deputados estaduais Sávio Souza Cruz e Rogério Correia, líderes, respectivamente, do PMDB e do PT na Assembleia de Minas – são os mesmo que entraram com “ação idêntica” em 2011 e que a iniciativa tem “caráter político”. A nota ressalta que o grupo técnico presidido por Andrea tinha função “meramente consultiva” e que o MPE já arquivou um procedimento sobre o assunto em julho do ano passado ao “considerar a regularidade de todos os procedimentos adotados”, conforme documentos entregues ao órgão. O texto diz ainda que a rádio não recebeu patrocínios do governo durante a gestão de Aécio e que obteve “o mesmo número de inserções comerciais realizadas em mais de 300 emissoras” do Estado.

Depois de católicos, Chalita consegue apoio de Protestantes

Pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, deputado fechou ontem aliança com PTC e ganha um minuto e meio na TV

O candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita, recebeu ontem em Brasília o apoio formal do Partido Trabalhista Cristão (PTC), que agora marchará com o Partido Social Cristão (PSC) ao lado do peemedebista na disputa municipal. Com a tríplice aliança, Chalita fecha o apoio das igrejas cristãs e ganha pelo menos mais um minuto e meio no programa eleitoral no rádio e na TV.

“Se realmente houver uma conjunção das igrejas católica e evangélica a seu favor, tenho a certeza de que você será prefeito de São Paulo”, disse o pastor Sá Freire ao candidato. Pragmático, ele lembrou que já sairia da sala da presidência do PMDB, onde foi anunciada a aliança, com um “retrato” de Chalita para mostrar aos fiéis em quem os evangélicos deverão votar.

Só na capital, a Igreja Quadrangular tem em torno de 150 mil adeptos. O pastor Sá Freire, um dos fundadores do PTC, previu ontem que a grande maioria dos cristãos paulistanos ficará com o candidato do PMDB e não com o do PT, Fernando Haddad.

Anfitrião do encontro que selou a parceria, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp, destacou que Chalita parece já ter “caído na graça de Deus”. Falta agora, completou, cair na segunda graça: a do eleitor. Apesar da concorrência com o PT de Haddad e o PSDB de José Serra, Raupp avaliou que conquistar o eleitor não será tarefa tão difícil. “Se Chalita juntar os eleitores que rejeitam Serra e o PT, já dá para ganhar a eleição só com esses votos”, brincou.

Ao lado de Raupp e de Chalita, o presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho, ressaltou que o candidato é a novidade da eleição. “Você é uma proposta nova e tenho certeza de que chegará ao segundo turno”, resumiu.

Embora Chalita só tenha conseguido agregar dois pequenos partidos à campanha, a aliança com o PTC foi festejada pela cúpula do PMDB e pelo próprio candidato. “Como nenhum outro candidato anunciou uma aliança, para nós é relevante contar com o PSC e o PTC”, disse.

Senador Ivo Cassol afirma que político no Brasil ‘é muito mal remunerado’

O senador Ivo Cassol (PP-RO), dono de um contracheque de R$ 26,7 mil mensais, sem contar os benefícios, reclamou nesta terça-feira, 20, que os políticos são muito mal remunerados no Brasil. A afirmação ocorreu durante a votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado de projeto de decreto legislativo que extingue o pagamento do 14º e do 15º salários dos senadores.

“O político no Brasil é muito mal remunerado! Tem que atender ao eleitor com pagamento de passagens, remédio, é convidado para patrono e tem que pagar as festas de formatura porque os jovens não têm dinheiro”, afirmou Cassol, segundo reportagem do jornal O Globo.

Questionado se esses gastos não deveriam ser custeados pelo Estado, e não pelo parlamentar, em uma suposta oferta de favores em troca de votos, o senador respondeu que não fazia isso “só por barganha de votos, mas por uma questão humanitária”. “Se for alguém bater na sua porta pedindo uma Cibalena você vai negar?”, disse.

O projeto de decreto legislativo em discussão, de iniciativa da senadora licenciada e atual ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR), acaba com o privilégio que assegura a cada um dos 81 senadores um salário extra, no valor de R$ 26,7 mil, no início e no final do ano. O projeto especifica que o 14º e o 15º salários devem ser pagos somente no início e no final do mandato de senadores. Ou seja, quando eles assumirem o mandato e oito anos depois, ao final do mesmo.

Na justificativa, Gleisi lembra que o pagamento de 14º e 15º salários eram justificáveis na época em que os transportes eram precários e os parlamentares se deslocavam para a capital do País a cada ano e lá permaneciam até o final do ano legislativo. “E só então retornavam a seus Estados para se reunir com os seus eleitores”, acrescenta. “Hoje os membros do Congresso têm a possibilidade de retornar à sua base a cada semana, não se justificando, há muito, a manutenção do pagamento dessas parcelas”.

O relator, senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defendeu a aprovação, reiterando os argumentos da autora do texto. No entanto, a possibilidade de aprovação no plenário é remota. A avaliação se sustenta no argumento do senador Ivo Cassol (PP-RO), primeiro a pedir o adiamento, depois transformado em pedido de vista coletivo. Cassol alega que quem é contrário ao 14º e ao 15º salários deveria devolver o dinheiro aos cofres públicos. Em síntese, ele deixa claro que concorda com a regalia, a exemplo de outros senadores, mesmo não existindo um amparo legal para mantê-la.

 

Haddad critica tucano e diz que vai honrar ‘compromisso público

Pré-candidato petista aproveitou declarações de Serra para criticar ex-governador por ter deixado a Prefeitura de SP após prometer concluir mandato.

Pré-candidato petista reconhece que ainda é desconhecido da maioria do eleitorado

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, voltousp; a criticar nesta terça feira, 20, o seu possível adversário tucano nas eleições, o ex-governador José Serra. Para Haddad, Serra fez pouco caso de um compromisso que havia assumido em 2004, ao dizer, em entrevista a uma rádio, que não havia assinado um documento com valor jurídico se comprometendo a cumprir na íntegra o mandato de prefeito caso fosse eleito.

“Os nossos compromissos serão honrados um a um, porque compromisso público é para ser cumprido”, afirmou o petista.Em entrevista ao Jornal da Gazeta, da TV Gazeta, conduzida pela jornalista Maria Lydia Flandoli, Haddad assumiu que ser desconhecido pelos paulistanos é uma desvantagem na corrida eleitoral. Apesar disso, ele minimizou o fato de poder contar com o horário eleitoral no rádio e na TV somente a partir de agosto, por conta de uma decisão judicial. “Nós estamos contando com a imprensa para fazer, desde já, um debate sobre a cidade”, afirmou. Segundo ele, São Paulo tem mostrado um “sentimento por renovação” na maneira de fazer política.

Em carta, Lula diz que Agnelo cumpre ‘missão espinhosa’ no DF

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em carta nesta segunda-feira (19) que o governador Agnelo Queiroz (PT) cumpre a “missão espinhosa” de resgatar Brasília.

A carta de Lula foi lida em cerimônia de posse de Swedenberger Barbosa, ex-assessor da Presidência da República, como secretário da Casa Civil do Distrito Federal.

“Agnelo e sua equipe estão cumprindo missão espinhosa: resgatar a administração e credibilidade do Distrito Federal. E isso não se faz da noite para o dia. Além de firmeza ética, exige muita paciência e perseverança”, disse Lula, em carta lida pelo ministro Gilberto de Carvalho, secretário-geral da Presidência.

Lula elogiou o ex-assessor. “Ele é, ao mesmo tempo, um excelente gestor e um notável articulador político. É daqueles companheiros que não fazem questão de aparecer, que jogam para o time”.

O governo do Distrito Federal passou por uma longa crise política após a saída de José Roberto Arruda, em 2010, sob suspeita de envolvimento no escandâlo que ficou conhecido como mensalão do DEM.

CÂMARA APROVA PROJETO DA VEREADORA MARIANA CARVALHO

CÂMARA MUNICIPAL APROVA PROJETO DE MARIANA CARVALHO QUE VIABILIZA ACESSIBILIDADE AO MOBILIÁRIO URBANO.

Mariana Carvalho – Vereadora de Porto Velho

Entre as condições apresentadas no projeto da tucana para a instalação do mobiliário estão: Não obstruir o acesso a entrada e saída de locais públicos e privados; preservar uma faixa livre para o pedestre nas calçadas de, no mínimo, um metro.

A Câmara Municipal de Porto Velho aprovou nesta semana, projeto de lei apresentado pela vereadora Mariana Carvalho (PSDB) que viabiliza acessibilidade ao mobiliário urbano à pessoa com deficiência. Para a propositura virar lei precisa apenas da sanção do prefeito Roberto Sobrinho (PT).

Pelo texto da matéria, entende – se por mobiliário urbano os objetos que integram a paisagem urbana e têm natureza utilitária ou decorativa, como por exemplo, caixas de correios, telefones públicos, lixeiras, abrigos de ônibus e placas de sinalização.

Entre as condições apresentadas no projeto da tucana para a instalação do mobiliário estão: Não obstruir o acesso a entrada e saída de locais públicos e privados; preservar uma faixa livre para o pedestre nas calçadas de, no mínimo, um metro.

Segundo Mariana Carvalho, todas essas providências serão norteadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “Nossa ideia é que o Poder Público proceda a correção do mobiliário urbano já instalado a fim de obter a uniformização num prazo de 24 meses”,concluiu a primeira secretária da mesa diretora da Casa de Leis.

Romário diz que Copa de 2014 será o ‘maior roubo da história’

O ex-jogador de futebol e deputado federal Romário (PSB-RJ), um dos principais críticos à forma com que a Copa do Mundo de 2014 tem sido organizada, afirmou ontem, em seu perfil no site de relacionamentos Facebook, que a competição se tornará o “maior roubo da história” do país, tudo por conta da má gestão dos políticos brasileiros.

“Brasileiros, continuem cobrando e se manifestando porque essa palhaçada vai piorar quando tiver a um ano e meio da Copa. O pior ainda está por vir, porque o governo deixará que aconteçam as obras emergenciais, as que não precisam de licitações. Ai vai acontecer o maior roubo da história do Brasil”, disse Romário.

Para ele, “o governo engana ao povo”, e a presidente Dilma Rousseff “está sendo enganada ou se deixa enganar” quando afirma que a Copa será a melhor de todos os tempos.

Romário criticou a ausência de deputados na reunião entre o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e Dilma, na última sexta-feira (16), quando se tratou do projeto da Lei Geral da Copa, que está prevista para ser votada na Câmara Federal ainda nesta semana.

Após a reunião, Blatter revelou que Dilma lhe deu amplas e plenas garantias de que o Brasil respeitará “todos os compromissos assumidos com a Fifa”, incluindo o de permitir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, que é um dos pontos que gera mais rejeição no Congresso, especialmente pela bancada evangélica.”O presidente da comissão da Lei Geral da Copa, Renan Filho, não estava lá. O relator da Lei da Copa, Vicente Cândido, também não. O presidente da Casa onde será votada a lei, Marco Maia, também não estava presente. E muitos outros que tem muito a ver com a Lei Geral da Copa, não estavam presentes. Na minha concepção de político, a política vai de mal a pior.”

O melhor jogador do mundo de 1994 convidou os brasileiros a se manifestarem e disse que o povo tem toda a razão ao reivindicar e exigir por parte dos políticos mais seriedade e responsabilidade nas questões relativas à Copa.

MPF estuda abertura de investigação contra Agnelo Queiroz

Segundo MP, irregularidade gerou prejuízo de cerca de R$ 25 mil. Eles são acusados de usar irregularmente programa de assistência escolar.
O Ministério Público Federal do Distrito Federal (MPF-DF) denunciou na semana passada à Justiça Federal três ex-servidores da Câmara dos Deputados e a dona de uma escola. Os quatro são acusados de fraudar o Programa de Assistência e Educação Pré-Escolar (Sepae) da Casa, com prejuízos de cerca de R$ 25 mil. Os processos serão julgados na 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal.

Segundo o MP, a fraude ocorreu durante os meses de novembro de 2005 a abril de 2008; maio de 2007 a julho de 2009; e junho de 2009. De acordo com a investigação, a dona da escola fornecia aos servidores notas fiscais falsas, nas quais atestava a matrícula de seus filhos na instituição e informava valores de mensalidade superiores aos de fato praticados pela escola.

De acordo com a investigação, com os falsos recibos, que variavam de R$ 450 a R$ 630, os servidores preenchiam o requerimento de inscrição no programa, passando a receber o reembolso pelos valores pagos na forma de auxílio-creche. Cada um dos ex-servidores teria reembolsado, respectivamente, R$ 11.976,15; R$ 12.631,56 e R$ 580,84.

As investigações comprovaram que os filhos dos servidores nunca estudaram na escola. Em troca de cada recibo superfaturado emitido, a dona da escola recebia de R$ 100 a R$ 150 de cada um dos servidores.

Ministério Público analisará denúncias contra Mantega

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou à Procuradoria da República no DF um pedido feito por seis senadores, entre eles o Líder do PSDB, senador Alvaro Dias, para investigar se o ministro da Fazenda, Guido Mantega, cometeu improbidade administrativa por causa das suspeitas que levaram à demissão do ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci.

Guido Mantega - Ministro da Fazenda

Os senadores pediram a Gurgel que apurasse se Mantega teria sido omisso em manter Denucci no cargo, mesmo diante de denúncias de corrupção levantadas contra ele pela Receita e pela Polícia Federal. Gurgel repassou a representação para a Justiça de primeira instância porque é o foro competente para julgar casos de improbidade supostamente cometidos por ministros de Estado. Segundo o procurador-geral, ele só tem competência para investigar Mantega criminalmente, o que não é o caso. Caberá a um procurador da República avaliar a representação. Entre os caminhos, ele poderá  abrir inquérito civil contra o ministro, mover ação de improbidade ou arquivar o pedido.

Para conter adversários, Alckmin declara voto em Serra nas prévias

Em uma tentativa de conter os adversários de José Serra, o governador Geraldo Alckmin declarou, neste sábado (17), em São José de Rio Pardo, apoio para o ex-governador na disputa interna do PSDB.

"O governo do Estado não tem candidato, deve servir a todos, suprapartidariamente. Mas, como filiado, militante e liderança do PSDB, vou votar no José Serra", disse Alckmin.

O governador é um dos principais articuladores pelo nome de Serra à Prefeitura de São Paulo. Desde fevereiro, Alckmin tem se mobilizado na busca do apoio e chegou, inclusive, a pedir que outros dois ex-pré-candidatos desistissem da disputa interna. Bruno Covas e Andrea Matarazzo seguiram as orientações, enquanto José Aníbal e Ricardo Tripoli se mantém no páreo.

Serra administrou São Paulo entre 2005 e 2006 e deixou o cargo para disputar o governo do Estado, embora tivesse se comprometido anteriormente a ficar na prefeitura até o último dia do seu mandato.

Com a derrota nas eleições presidenciais do ano passado para a presidente Dilma Rousseff (PT), Serra viu seu espaço dentro do PSDB encolher nos últimos meses e isso o levou a reconsiderar a ideia de entrar na disputa municipal.

Aliados pedem ajuda a Lula para resolver crise na base

A crise política entre o governo e a base aliada no Congresso, que se agravou nesta semana com a troca de líderes no Senado e na Câmara e ameaças de rebelião, levou aliados do Palácio do Planalto a procurarem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em busca de ajuda.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi a São Bernardo do Campo anteontem à noite encontrar o petista, num momento em que a cúpula do seu partido está incomodada com o tratamento que tem recebido da presidente Dilma Rousseff.

Nos últimos dias, Lula falou ainda com o novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), que o visitou ontem no Hospital Sírio-Libanês, e com o governador Eduardo Campos (PSB-PE) e com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral), muito próximo a ele.

Ontem, o ex-presidente terminou o tratamento contra uma infecção pulmonar que o deixou internado por uma semana.

A crise na base aliada chegou ao momento mais explícito nesta semana e levou o Planalto a trocar os líderes na Câmara e no Senado.

Políticos que apoiam a presidente disseram que a troca dos líderes do governo põe em risco votações de interesse do governo e antecipa o debate sobre a sucessão no comando das duas Casas.

Segundo aliados, a troca não irá resolver a crise iniciada na semana passada com um manifesto da bancada do PMDB na Câmara se não houver mudanças na articulação política do Planalto.

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Prefeito de São Paulo Gilberto Kassabi

A Cecrimp (Câmara Especializada em Crimes Praticados por Prefeitos) ainda vai investigar se o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, e Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar, praticaram condutas criminosas.

O prefeito de São Paulo e o secretário do Verde chegaram a ter os bens bloqueados por decisão da 11ª Vara da Fazenda Pública, após ação do Ministério Público por suspeita de irregularidade no contrato com a Controlar.

Kassab será investigado por contrato com a Controlar em SP

Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab

O Ministério Público instaurou nesta sexta-feira uma investigação para apurar se houve crime na manutenção do contrato celebrado, em 1996, entre a Prefeitura de São Paulo e a Controlar S.A para a implantação do programa de inspeção veicular.

A Cecrimp (Câmara Especializada em Crimes Praticados por Prefeitos) ainda vai investigar se o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, e Ivan Pio de Azevedo, ex-presidente da Controlar, praticaram condutas criminosas.

O prefeito de São Paulo e o secretário do Verde chegaram a ter os bens bloqueados por decisão da 11ª Vara da Fazenda Pública, após ação do Ministério Público por suspeita de irregularidade no contrato com a Controlar.

A liminar, emitida no fim de novembro, também determinava a realização de nova licitação para o serviço em 90 dias. O prazo venceria no fim de fevereiro.

A decisão, porém, foi cassada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) em janeiro deste ano.

Em sua decisão, o presidente do STJ, Ari Pargendler, disse que “não é possível mensurar o que mais deletério às finanças do município, se a execução do contrato ou a declaração de sua nulidade”. Assim, determinou o presidente do STJ, o processo deve seguir “o contraditório regular”, ou seja, não tramitar com liminares.

OUTRO LADO

A prefeitura e a Controlar disseram que ainda não foram notificadas oficialmente e que só vão se pronunciar após tomarem conhecimento do teor da investigação.

Pressão para julgamento de Vanessa Grazziotin

Políticos da bancada do Amazonas, identificaram uma articulação para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgue, o mais rápido possível, um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) que pede a cassação da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). O processo sairá das mãos da ministra Carmen Lúcia e passará para o ministro Luiz Fux, que ficará com o caso, porque no dia 7 de abril ela assumirá a presidência do TSE. A senadora é acusada de captação ilícita de sufrágio, abuso de poder econômico e captação ou gasto ilícito de recursos financeiros de campanha eleitoral. Fazem parte do pólo passivo o primeiro suplente Francisco Garcia, a segunda suplente Alzira Ferreira Barros e o secretário de Estado de Produção Rural (SEPROR), Eronildo  Bezerra. Vai atuar como assistente do MPE, o ex-senador e diplomata Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto, que hoje conclui suas atividades diplomáticas em Portugal.

Collor alerta Dilma sobre necessidade de diálogo com Congresso

Ex-presidente da República, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) alertou a presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira sobre a necessidade de dialogar com o Congresso Nacional.

Sem citar nominalmente a presidente, Collor disse que o Planalto precisa “ouvir a Casa do lado”.

“Digo isso com a experiência de quem, exercendo a Presidência da República, desconheceu a importância da Câmara e do Senado. O resultado deste afastamento do Legislativo Brasileiro redundou no meu impeachment.”

Collor disse esperar que a saída do senador Romero Jucá (PMDB-RR) e do deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) das lideranças do governo no Senado e na Câmara não “desestabilize” a base de apoio de Dilma no Congresso.

“Eu não vejo com tanta tranquilidade, como alguns estão vendo, essa transição e essa mudança de lideranças. A base do governo está sentindo um gosto de um certo azedume. O diálogo precisa ser reaberto. Esses canais de entendimento do Planalto com esta Casa precisam estar inteiramente desobstruídos”, afirmou.

Senador do PTB, partido que integra a base de apoio de Dilma, Collor afirmou que os parlamentares precisam de “consideração” do governo.

“Muitas vezes não fazemos questão de ter solicitação atendida pelo Planalto, mas precisamos de consideração. Atenção até para dizer não. Mas precisamos ter essa atenção.”

Collor fez as declarações no plenário do Senado, ao comentar o discurso de despedida de Jucá da liderança. O ex-líder ficou na tribuna por mais de duas horas, ouvindo uma série de discursos dos colegas elogiando sua atuação na liderança.

FALHAS

Jucá concordou com o senador ao admitir falhas do governo na sua articulação política com o Congresso. “O governo tem que fazer política como um todo, tem que ter consideração política, tem que atender senadores, retornar telefonemas, e entender que quando um senador entra em gabinete de ministro, não está articulando para ele, mas está representando um Estado da República.”

O ex-líder disse que tentou fazer o melhor que pôde no cargo, com a “humildade de ouvir” para prevalecer a opinião da maioria dos senadores durante a sua atuação. E cobrou unidade do PMDB para garantir governabilidade a Dilma.

“Temos que recompor a base do governo, ter partidos integrados. Temos que unir o PMDB. A união do PMDB é fundamental para o Brasil.”

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), retornou ao plenário para também discursar em homenagem a Jucá. Ao rasgar elogios ao ex-líder, Sarney disse que a política necessita de “convivência e estima” entre as pessoas –características adotadas por Jucá nos mais de dez anos em que ficou na liderança.

Senadores do PR rompem com Dilma e vão para a oposição

Os senadores do PR decidiram nesta quarta-feira encerrar as negociações com o Planalto para indicar o ministro dos Transportes e, imediatamente, romperam com o governo passando a ser oposição.

O PR tem 7 dos 81 senadores e, desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu, no ano passado, votou alinhado com o Planalto.

“Quando o governo entender que o PR é importante para a governabilidade, que nos procure”, diz senador Blairo Maggi

A crise entre o partido e Dilma começou com a queda de Alfredo Nascimento no Ministério dos Transportes, em julho passado. A presidente decidiu manter o secretário-executivo, Paulo Passos, na titularidade da pasta e delegou à ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) a negociação com o PR sobre a indicação de um novo nome do partido.

Durante este período de negociações, o líder do PR, senador Blairo Maggi (MT), reuniu-se dezenas de vezes nos últimos meses com Dilma e Ideli para tentar buscar entendimento. Chegou a ser convidado para o cargo, mas não aceitou.

“Fui lá [Palácio do Planalto] hoje. Não tinha definição. Eu não quero mais negociar porque o negócio não desenvolve. Então. resolvemos que estamos fora da discussão [senadores do PR] e isso significa que estamos na oposição”, disse Blairo no fim da tarde desta quarta-feira.

Segundo Blairo, se Dilma entregar a pasta a um nome apoiado pelo partido, os senadores voltam à base aliada.

“Quando o governo entender que o PR é importante para a governabilidade, que nos procure.”

CÂMARA

O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), disse que a bancada de 43 deputados se manterá independente e não seguirá a decisão dos senadores do partido de migrarem para a oposição.

Portela disse que caberá à presidente Dilma Rousseff decidir se tirará do partido cargos no governo. Apesar de o PR dizer que Paulo Passos não representa o partido no comando do Ministério dos Transportes, ele foi indicado pelo PR como secretário-executivo de Alfredo Nascimento.

“Nossas questões com o governo não passam pelos cargos, mas pela necessidade de diálogo”, disse Portela.

BASE ALIADA

A saída do PR, primeiro do governo e, agora, da linha independente que vinha seguindo desde a queda de Nascimento, piora a situação de Dilma no Congresso. A presidente enfrenta descontentamentos generalizados nas bancadas aliadas.

O rompimento do PR com Dilma acontece um dia após o governo oficializar a troca dos líderes da Câmara e do Senado. Arlindo Chinaglia (PT-SP) assumiu a liderança na Câmara no lugar de Cândido Vaccarezza (PT-SP) e, no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) entrou no lugar de Romero Jucá (PMDB-RR).

As trocas ocorreram após uma rebelião na base aliada no Senado, na semana passada, quando os senadores rejeitaram o nome de Bernardo Figueiredo para diretor-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), indicação pessoal de Dilma.

Oficialmente, o Planalto argumenta que a mudança dos líderes foram motivadas por um sistema de rodízio que a presidente quer implementar.

Novo líder no Senado diz que missão é pacificar o partido

O novo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que sua missão no cargo é garantir a unidade, pacificar seu partido e ampliar a interlocução da base com o Palácio do Planalto.

Da ala independente do PMDB, e questionado se será candidato à presidência do Senado em 2013, respondeu: “sou candidato a exercer a liderança do governo.”

Folha – O sr. é candidato a presidente do Senado contra seu colega Renan Calheiros?

Eduardo Braga – Sou candidato a exercer a liderança do governo da forma mais hábil possível e obstinado na unidade da base e do PMDB.

Colegas seus disseram que a presidente precipitou a disputa interna pelo comando do Senado ao nomeá-lo líder.

Nosso objetivo é ter estabilidade e convergência, e construir uma candidatura consensual no PMDB e majoritária na base.

A nomeação de um peemedebista da ala independente não desestabiliza o partido?

Acho que não. Minha missão no Senado é de unificar e pacificar o PMDB; ampliar a interlocução da base com o governo, aos ministros e à própria presidente. Hoje, vou visitar um a um dos líderes da base e traçar um plano de trabalho. É muito importante que o governo se sinta envolvido com a base e que a base se sinta comprometida com o governo.

O sr. conseguirá atrair a ala independente de seu partido para o lado do governo?

Espero atrair a todos, não só a eles. Eu me coloquei à inteira disposição da base e creio que muitos companheiros precisam ter acesso ao governo, à presidente.

O sr. terá acesso à presidente?

Eu tenho com a presidente Dilma uma relação que não começou agora. Nossa relação vem de muito tempo. Tenho uma relação de confiança com ela. Portanto, temos um diálogo franco e aberto que espero que ajude nesta tarefa. Tenho consciência de que será uma tarefa árdua e difícil.

Essa entrevista foi concedida a Folha de São Paulo.

Lúcia Vânia defende mais acessibilidade

A Senadora Lúcia Vânia defende mais acessibilidade urbana para portadores de doenças especiais.

Senadora Lúcia Vânia

A senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) defendeu mais acessibilidade urbana para portadores de necessidades especiais, em artigo publicado nesta semana no jornal goiano Tribuna do Planalto. Lúcia Vânia salientou que Goiânia figurou como a cidade com a maior frota acessível para deficientes físicos (79%), numa reportagem exibida recentemente pelo programa Fantástico, da rede Globo, sobre as dificuldades que eles enfrentam em capitais brasileiras para pegar ônibus urbanos. A senadora tucana pontuou existirem, no mundo, 500 milhões de deficientes, sendo 25 milhões de brasileiros, ou 14,5% da nossa população, de acordo com o último censo demográfico. “São homens, mulheres, crianças e jovens que não têm assegurados seus direitos mais básicos de ir e vir, de estudar, de se comunicar e de lazer”, enfatizou. Leia aqui a íntegra do artigo da senadora Lúcia Vânia:

Num mundo que se coloca desde a década de 70 do século passado como uma aldeia global, numa visão de Marschal McLuhan, é de extrema importância social e cultural discutir a questão da acessibilidade. Se o mundo se tornou pequeno espacialmente e na sua capacidade de se comunicar, a luta maior que se coloca é para que todos, absolutamente todas as pessoas, tenham os seus direitos de ir e vir e de se comunicar respeitados. A acessibilidade não é, portanto, apenas uma questão física, mas, também, uma questão sensorial e, em última instância, cultural.

Existem hoje, em todo o mundo, cerca de 500 milhões de pessoas com deficiência. De acordo com o último Censo Demográfico, 25 milhões de brasileiros, ou 14,5% da nossa população, têm algum tipo de deficiência.São homens, mulheres, crianças e jovens que, em muitos casos, não têm assegurados os seus direitos mais básicos de ir e vir, de estudar, de se comunicar e de lazer. Se somarmos a estes números os familiares, os amigos e profissionais da área, concluímos que importante parcela da população tem que lidar, e também sofre, com as dificuldades impostas ao deficiente.

O Programa Fantástico, da Rede Globo de televisão, exibiu, há algum tempo, reportagem mostrando as dificuldades que os deficientes enfrentam em capitais brasileiras, para pegar ônibus urbanos. Para minha surpresa a cidade que teve o maior percentual de frota acessível foi Goiânia, com 79%. Legalmente, o artigo 2º da Lei nº 10.098/2000, conceitua acessibilidade como a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

Gramaticalmente, acessibilidade denota a qualidade de ser acessível.Acessível, por sua vez, indica aquilo a que se pode chegar facilmente, ou que fica ao alcance.Historicamente, quando essa questão começou a ser discutida, pensava-se a acessibilidade apenas como superação de barreiras arquitetônicas. Daí falar-se muito, na época, de “eliminação de barreiras”. Contemporaneamente, acessibilidade é mais do que construir rampas.

Rampas são fundamentais, mas significam apenas o primeiro passo.Rampas precisam levar a escolas, centros de saúde, teatros, cinemas, museus, shows etc. Este novo olhar sobre a acessibilidade nos leva a outras esferas do fazer humano: passamos, então, a refletir a acessibilidade na Educação, no Trabalho, no Lazer, na Cultura, no Esporte, na Informação e na Internet. Fazendo coro com a temática da Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, acessibilidade está na moda, conclamo a que acompanhemos esse novo olhar sobre a questão: alcançar acessibilidade significa conseguir equiparação de oportunidades em todas as esferas da vida.

Como pessoas públicas, ou como cidadãos, temos que saber, sobretudo, que as condições adequadas para todos, são relacionadas ao ambiente e não às características da pessoa. Muito além dos aspectos legais, por todos conhecidos, quis chamar a atenção hoje sobre os aspectos sócio culturais e antropológicos. A acessibilidade é um processo, que tem tempos e características diferentes em cada lugar. E neste tempo de segunda década do século XXI, temos novos conceitos, novas tecnologias, novas posturas, que precisam do cuidado de todos.Mudemos, pois, hoje, o nosso olhar sobre a questão. E vejamos a pessoa com deficiência na amplitude da construção de sua cidadania, sejam quais forem as condições de sua inserção na sociedade.

Serra poupa adversários das prévias de críticas e mira no PT

Em campanha nas prévias do PSDB, o ex-governador José Serra evitou críticas a seus adversários na disputa interna e mirou sua artilharia no PT, em evento na zona sul da capital paulista, na noite desta terça-feira.

Serra trava a disputa interna com outros dois tucanos, o secretário estadual de Energia, José Aníbal e o deputado federal Ricardo Tripoli.

A região sul é considerada uma espécie de fortaleza dos adversários de Serra nas prévias, já que eles teriam a maioria dos votos dos militantes da área.

Diante de uma plateia de cerca de 100 pessoas, Serra relembrou feitos de sua administração anterior na prefeitura (2004-2006), como o fim das escolas de lata. Ao fazer ataques, mirou no PT.

Ele aproveitou, por exemplo, para responder crítica do ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, candidato petista, sobre a velocidade das obras do metrô em São Paulo.

Haddad havia dito que no ritmo atual, daqui 65 anos o metrô paulistano teria a mesma extensão que o da Cidade do México. “Na Cidade do México quem faz o metrô é o governo federal. Aqui não. Aqui é o Estado e a prefeitura”, disse Serra.

Para rivalizar com o ato de Serra, Aníbal e Tripoli convocaram uma manifestação em defesa da realização de um debate entre os três pré-candidatos antes das prévias, marcadas para o próximo dia 25.

Questionado, o ex-governador disse ignorar o evento e se esquivou sobre a disposição em participar de um debate. “Isso é com a executiva municipal”, respondeu.

Crescimento? questiona Aécio Neves em artigo

Senador Aécio Neves – PSDB

O anúncio dos indicadores de desempenho da economia brasileira em 2011 inclui recados e lições importantes.

O recado, no campo das relações entre o governo e a sociedade, é o de que não é mais possível vender fantasias. Depois de passar boa parte de 2011 prevendo um crescimento acima de 5%, mesmo sabendo que essa era uma meta inatingível em função de distorções na condução da política econômica e da crise mundial, as autoridades se vêm forçadas a encarar a realidade: um crescimento pífio, perto de um terço do registrado em 2010, 50% menor que as previsões oficiais para o ano passado e aquém dos países emergentes.

Constata-se que, além da crise mundial que tem impacto no Brasil, os equívocos da política econômica funcionaram como freios ao setor produtivo, pondo em risco um dos mais relevantes patrimônios da sociedade brasileira: a indústria nacional, que perde competitividade global de forma contínua e crescente. Ao evoluir apenas 1,6% em 2011, o setor puxou para baixo o crescimento da economia como um todo.