Cassol, coordenador da campanha de Jaqueline e Ivone, é investigado por suspeita de coagir servidores a doar dinheiro a seu partido

Tudo em família: Jaqueline, Ivone e Ivo Cassol em campanha pelo estado.
Tudo em família: Jaqueline, Ivone e Ivo Cassol em campanha pelo estado.

Consta que o então governador Ivo Cassol teria coagido servidores públicos estaduais a depositar 3% da remuneração em favor do PP, o mesmo partido dele e de sua mulher, Ivone Cassol.

O senador Ivo Cassol (PP)  está em plena campanha eleitoral para tentar eleger a irmã, Jaqueline Cassol (PR), e a mulher, Ivone Cassol (PP), governadora e senadora, respectivamente.

Enquanto isso, no Supremo Tribunal Federal, um inquérito instaurado pelo Ministério Público Federal está concluso ao relator, ministro Marco Aurélio.

O inquérito foi instaurado pela Procuradoria Regional Eleitoral no Estado de Rondônia para apurar supostas irregularidades em repasses efetuados por servidores públicos estaduais em favor do Partido Progressista – PP, cujo Presidente Regional, à época dos fatos, era o ex-Governador e atual Senador Ivo Cassol.

Pelo menos 858 pessoas transferiram recursos para o partido de Cassol – grande parte servidores públicos com cargos comissionados, os chamados DAS ou CDS.

Consta que o então Governador Ivo Cassol teria coagido servidores públicos estaduais a depositar 3% da remuneração percebida em favor do referido partido. Noticiou-se, também, que o investigado haveria praticado conduta semelhante no ano de 2005, sendo que o beneficiário era o Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB .

A Procuradoria Regional Eleitoral do Estado de Rondônia, tendo em conta a documentação juntada no inquérito, requereu a quebra de sigilo bancário do Diretório Regional do Partido Progressista, bem como a juntada de cópia de todas as autorizações de débito automático firmadas pelos servidores públicos estaduais que contribuíram com o Partido Progressista e os respectivos extratos bancários, a fim de confirmar o repasse.

O pedido foi acolhido , e o Banco do Brasil enviou, em mídia eletrônica, reprodução da movimentação financeira na conta-corrente nº 647.742-9, agência 0102-3, do Banco do Brasil, cujo titular é o Partido Progressista. Também foram encaminhadas cópias das autorizações de débito automático dos servidores públicos estaduais que contribuíram para o partido.

O Ministério Público Eleitoral pediu que a quebra de sigilo bancário fosse ampliada, atingindo a rubrica denominada “crédito-convênio” da aludida conta-corrente, que, desde 7 de agosto de 2009, vinha registrando depósitos periódicos de valores. O pleito também foi deferido pelo STF.

Os autos foram remetidos ao Supremo em virtude da diplomação do investigado como Senador. O Procurador-Geral da República manifestou-se no sentido da complementação das diligências deferidas, pois o Banco do Brasil não teria encaminhado toda a documentação requerida.

OUTROS PROCESSOS

Coordenador da campanha de Jaqueline cassol e Ivone Cassol, o senador se licenciou  do Senado e pode não voltar ao cargo. É que ele está prestes a iniciar o cumprimento da pena de quatro anos e oito meses a que foi condenado pelo STF acusado de fraude em licitação.

Em 08 de agosto de 2013, Ivo Cassol foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e oito meses em regime semiaberto por fraudar licitações quando era prefeito de Rolim de Moura (RO) entre 1998 e 2002, direcionando os processos a empresas de parentes e amigos. Cassol deve se recolher a uma prisão à noite e aos finais de semana, podendo sair para trabalhar durante o dia.

 

Com Informaçõe Tudorondonia

Deixe seu Comentário