Bruno é uma pessoa fria – e Elisa? – Por Rachel Sheherazade

 

Justiça não é vingança, mas deveria ser, no mínimo, proporcional ao crime cometido.

No caso Bruno, foi feita a justiça? Tecnicamente, sim.

O réu foi condenado. Ficará, um tempo, apartado da sociedade e carregará, por toda a vida, o rótulo de assassino.

Mas, falta o sentimento de justiça. Fica a sensação de justiça pela metade, ou de quase injustiça…

Porque, na prática, Bruno amargará mais alguns anos na prisão, talvez 3. Trabalhando, poderá ter a pena reduzida. Por bom comportamento, migrará para o regime semi-aberto. E muito mais cedo do que esperamos, vai estar, novamente, desfrutando da liberdade, como um legítimo cidadão de bem. Cumprida sua pena, não poderá mais ser apontado como criminoso, nem sofrer discriminação, pois, tecnicamente, estará quite com a sociedade.

Bruno vai ter toda a vida para se arrepender, um bom tempo para limpar seu nome e sua consciência do terrível crime que cometeu. Terá a chance de se recompor, se reerguer, retornar ao convívio social, de retomar sua vida.

Mas, e Elisa?

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