Bloco do governo no Senado inicia indicações para CPI nesta terça

Grupo formado por PT, PDT, PSB, PC do B e PRB terá direito a 5 vagas.
CPI vai apurar relação de Cachoeira com agentes públicos e privados.

O líder do Bloco de Apoio ao Governo no Senado, Walter Pinheiro (PT-BA), afirmou que o grupo começará nesta terça-feira (17) a fazer as indicações dos nomes para compor a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que vai investigar as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários.

Compõem o bloco 25 senadores do PT, PDT, PSB, PC do B e PRB. Nesta terça, o grupo se reúne ao meio-dia para definir os indicados e conferir as assinaturas dos senadores que apoiam a CPI. Para que o pedido de criação seja protocolado na Mesa do Congresso, são necessárias 27 assinaturas no Senado e 171 na Câmara. Só depois dessa etapa, a CPI será instalada e os membros oficializados (15 senadores e 15 deputados, com igual número de suplentes).

Segundo Pinheiro, o bloco não impor aos seus senadores o apoio à CPI. “Não será uma questão de liberar ou não, mas cada parlamentar terá liberdade para assinar o requerimento”, afirmou.

Os cargos mais cobiçados pelos partidos são os da presidência e da relatoria, que conduzem as investigações. Regimentalmente, esses cargos pertencem às maiores bancadas – PMDB, no Senado, e PT, na Câmara.

Segundo a Secretaria da Mesa, entre os 15 integrantes do Senado, o bloco da maioria (PMDB) terá direito a cinco indicações. Outras cinco vagas seriam do bloco do governo. Nesse bloco, uma vaga deve ficar com o senador Pedro Taques (PDT-MT).

O bloco União e Força, recém-formado no Senado por PTB, PR e PSC, tem direito a duas vagas. O líder do bloco, senador Gim Argello (PTB-DF), já anunciou a indicação dos senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Vicentinho Alves (PR-TO).

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