Bancos cobram juros próximos de 4% ao mês para dividir os débitos de fatura

A operação é boa apenas para quem está pendurado no crédito rotativo, pagando o mínimo permitido e arcando com taxas mensais de 10%

Se você recebeu um simpático comunicado de seu banco oferecendo aquela “oportunidade imperdível” para o parcelamento da fatura do cartão de crédito, mesmo estando com as contas em dia, antes de tomar qualquer decisão, faça uma análise detalhada. Não se encante com promessas de comodidade e conveniência. Os juros para o financiamento dos débitos podem encostar nos 4% ao mês ou 60% ao ano. Taxas nesse patamar só valem em caso de emergência, quando o orçamento já não comporta o pagamento integral do cartão e há o risco iminente de se recorrer ao extorsivo crédito rotativo, com juros médios de 10% ao mês ou de 213% anuais.

“Parcelar a fatura de cartão de crédito só é bom para aqueles que estão no limite, já não podem honrar mais os valores integralmente. É melhor pagar 4% de juros ao mês, em prestações fixas, do que ficar rolando a dívida a 10% mensais no crédito rotativo por um tempo indeterminado”, diz Reinaldo Domingos, presidente da DSOP Educação Financeira e autor do livro Livre-se das Dívidas. De qualquer forma, ele aconselha aos que optarem pelo financiamento da dívida em até 36 meses, como estão oferecendo os bancos, que negociem as taxas. O ideal, segundo ele, é que os encargos mensais sejam de, no máximo, 2%. Não se conseguindo esses juros, o melhor é buscar outra opção mais barata, como o crédito consignado, cujas prestações são descontadas diretamente do contracheque.

 

Fonte: Correiobraziliense

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