Arlindo Porto: Uma justa homenagem – Por Arthur Bisneto

No próximo dia 3 de abril, a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) homenageará o jornalista Arlindo Porto, atual presidente da Academia Amazonense de Letras (AAL). Arlindo teve o mandato de deputado estadual cassado pelo regime militar (1964-1985). Em sua homenagem, vamos reaver, simbolicamente, o mandato de deputado.

Artur Bisneto - Deputado Estadual e presidente regional do PSDB no Amazonas.
Artur Bisneto – Deputado Estadual e presidente regional do PSDB no Amazonas.

O ato simbólico é uma justa homenagem a esta figura valente que enfrentou a ditadura. Ele sempre teve participação ativa na vida da cidade, ocupou vários cargos importantes, entre eles o de presidente da Assembleia Legislativa, o de conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas e também o de deputado federal.

Nós vamos retornar algo que a Assembleia fez com muita covardia à época. O mandato foi usurpado autoritariamente. Arlindo foi o único parlamentar das Assembleias do país cassado durante a ditadura. Devolveremos o mandato seguindo o mesmo caráter solene utilizado no Senado Federal.

Nesta semana, durante a homenagem ao escritor e ex-deputado estadual Mário Diego de Melo, na Assembleia, tive aoportunidade de dialogar com o jornalista Arlindo Porto.

Nesta conversa ele contou episódios que vivenciou na época da ditadura. Entre eles, a prisão de 128 dias no Quartel do São Jorge, juntamente com outros companheiros, como os escritores Aldo Moraes e Campos Dantas, os trabalhadores Cid Cabral, Belarmino Marreiros, Ernesto Pinho Filho, Padre Luiz Ruas e o ex-prefeito de Manaus Amazonino Mendes.

O que aconteceu com ele foi pior do que o ocorrido com o meu avô (senador Arthur Virgílio). Ele foi cassado antes do ato constitucional, portanto, a homenagem é mais do que justa.

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