Amazonino entre os 10 piores prefeitos avaliados em ranking de capitais

Prefeito de Manaus pela terceira vez, Amazonino ficou em 17º lugar em aprovação popular numa classificação entre 26 prefeitos das capitais brasileiras.

Manaus – Pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião e Estatística (Ibope), e publicada pelo site do jornal O Estado de São Paulo, revela que o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, está em 17º lugar em aprovação popular no ranking de prefeitos das capitais brasileiras.

No ranking, metade dos atuais prefeitos está no vermelho: têm mais ruim ou péssimo do que bom ou ótimo entre os eleitores. Dos 13 com saldo negativo, só dois concorrem à reeleição: Roberto Goes (PDT) em Macapá e João Castelo (PSDB) em São Luís. Ambos estão na margem de erro e podem usar a campanha para virar a avaliação para o positivo.

Entre os que estão mais para baixo na classificação não há candidatos a reeleição. Seja porque já estão no segundo mandato, seja porque não teriam a mínima chance se concorressem, como é o caso de Micarla de Sousa (PV), prefeita de Natal, e dona da pior avaliação já registrada pelo Ibope: saldo de -91%.

Amazonino recupera-se de uma cirurgia cardíaca em São Paulo e não é candidato à reeleição.

Na parte de cima do ranking há seis candidatos à reeleição. Todos são líderes das pesquisas de intenção de voto: José Fortunati (PDT) em Porto Alegre, Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte, Eduardo Paes (PMDB) no Rio de Janeiro, Paulo Garcia (PT) em Goiânia, Elmano Férrer (PTB) em Teresina e Luciano Ducci (PSB) em Curitiba. Os quatro primeiros são líderes isolados.

Não é só isso. Os candidatos apoiados pelos prefeitos mais bem avaliados também estão entre os líderes nas pesquisas. É o que acontece em Campo Grande e em Rio Branco, cujos prefeitos -Nelsinho Trad (PMDB) e Raimundo Angelim (PT), respectivamente – ostentam o maior saldo de aprovação nas capitais: ambos com 61% positivo. E tem sido assim historicamente.

Em São Paulo, desde a eleição de 1996, só conseguiram se reeleger ou fazer seu sucessor os prefeitos com saldo positivo superior a 25%. Paulo Maluf fez Celso Pitta porque tinha 35% de saldo em setembro e melhorou com a campanha eleitoral. O mesmo ocorreu com Gilberto Kassab em 2008. Marta Suplicy (PT) ganhou em 2000 porque disputava contra um governo com déficit de popularidade de 74%, e perdeu depois porque o saldo de sua própria avaliação nunca passou de 24% em 2004.

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