Amazônia entre os menores índices de diabéticos do País

Palmas, no Tocantins, e Manaus, no Amazonas, apresentam o primeiro e terceiro menor taxa do País.

MANAUS – O diabetes é uma doença considerada “problema de saúde pública”. No Brasil, números apresentados pelo Ministério da Saúde apontam as mulheres com maior prevalência do problema. A pesquisa, realizada nas 26 capitais do Brasil e no Distrito Federal, aponta um dado positivo para os nove Estados que compõe a Amazônia. Palmas, em Tocantins, têm o menor índice com apenas 2,7% do total da população com a doença.

Na segunda melhor posição está a capital amazonense, com índice total de 4,2%. Manaus é seguida de perto por Porto Velho (4,3%), a principal cidade de Rondônia. A pior colocada entre as capitais da Amazônia é Macapá, no Amapá, com índice total de 5,3%. Belém, do Pará, mantém o mesmo número, mas com menor caso entre os homens: 4,6%.  Os percentuais podem estar relacionados ao aumento da obesidade e do excesso de peso, principais fatores de risco para a doença. Contribui, ainda, o aumento da população idosa e o aumento do diagnóstico da atenção básica de saúde.

As informações, de acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelam que 5,6% da população declara ter a doença. O estudo mostra ainda que o diagnóstico de diabetes é mais comum em pessoas que estudam menos: 3,7% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos, enquanto 7,5% dos que tem até oito anos de escolaridade dizem ter a doença. Uma diferença de mais de 50%.

Para o ministro, os dados comprovam a importância de trabalhar cada vez mais na prevenção e ampliar o acesso à informação. “É de extrema importância o fortalecimento de ações de prevenção e melhoria na qualidade da educação, além da expansão do diagnóstico e do oferecimento de medicamentos gratuitos”, analisou o ministro.
O autorrelato de diabetes também aumenta com a idade da população. O diabetes atinge 21,6% dos idosos (maiores de 65 anos), índice bem maior do que entre a faixa etária de 18 a 24 anos (0,6%).

A capital com maior percentual de diabéticos foi Fortaleza (7,3%), seguido de Vitória (7,1%) e Porto Alegre (6,3%). Os menores índices estão em Palmas (2,7%), Goiânia (4,1%) e Manaus (4,2%).

Fonte: Portalamazonia.com.br

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