Amazonas tem o 2º pior saldo negativo de empregos desde 2003

Condicionadores de ar e motos tiveram as maiores baixas.

Manaus – Demissões nos setores de aparelhos de ar condicionado e motocicletas ‘puxaram’ a retração no estoque de empregos formais do Amazonas em março deste ano. O saldo negativo de carteiras assinadas chegou a 761 em comparação ao mesmo mês do ano passado. Considerando a série histórica, esse é o segundo pior resultado desde 2003, perdendo apenas para 2009, ano atípico devido à crise econômica internacional.

A queda de 0,76% no total de postos de trabalho, em março de 2012, teve influência, principalmente, da Indústria, que fechou o terceiro mês do ano com 806 postos de trabalho a menos, equivalente a uma queda de 0,59%. Os maiores índices de demissão ocorreram nas fábricas de aparelhos e equipamentos de ar-condicionado (-357) e de motocicletas (-177). A Construção Civil apresentou o segundo pior resultado, depois da Indústria, com o registro de menos 140 empregos formais, retração de 0,44%.

Trabalho

“Além da sazonalidade, a concorrência com os importados, principalmente chineses, é o que tem afetado a queda do número de empregos na Indústria”, disse o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. Segundo o dirigente, para preservar o investimento nacional e os empregos, o governo federal deve elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para todo e qualquer produto que já seja produzido no País e analisar o ‘Custo Brasil’ sem deixar de considerar as excepcionalidades de cada região.

Dos oito setores considerados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), seis apresentaram desempenhos negativos no número de carteiras assinadas, em março, no Amazonas. Apenas Comércio e Serviços tiveram índices elevados, respectivamente 135 e 107 postos a mais em comparação a igual mês de 2011.

Considerando o primeiro trimestre deste ano, o Amazonas apresentou saldo negativo de 1.387 postos de trabalho em comparação ao mesmo período de 2011. Já nos últimos 12 meses houve um crescimento de 7,24% no nível de emprego no Estado, equivalente a mais 29.379 empregos formais, na série de ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo.

 

Deixe seu Comentário