Aécio Neves critica governo Dilma e ataca ‘regime do improviso’

Aécio Neves critica governo Dilma e ataca ‘regime do improviso’

Senador fez balanço em que concluiu que presidente não conseguiu dar soluções ao País.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) não poupou a presidente Dilma Rousseff de duras críticas realizadas em discurso nesta quarta-feira, 28, no plenário do Senado. Na avaliação do senador, o primeiro ano de gestão da presidente ficou aquém do que se projetou em todos os setores, além de não ter apresentado um projeto ao País. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”, afirmou. Para ele, o Brasil é governado sob regime do improviso.

Senador Aécio Neves - (PSDB - MG)

Aécio Neves disse que a presidente, em vez de se mostrar uma gestora implacável, tem mostrado incapacidade de dar soluções ao País. “Vendeu-se a imagem de uma gestora impecável e impositiva, que por si só seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do País e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão.”

Em seu pronunciamento, o senador também destacou a descontinuidade da autoridade central construída nos 8 anos do governo Lula e sublinhou a recente crise na base aliada do governo. “A presidente estaria refém do seu próprio governo. É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior. É como se ela não houvesse, de próprio punho e com a sua consciência, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”, apontou Aécio.

Aécio disse ainda que a presidente abriu mão de conquistas, como a a alta popularidade, para conseguir fidelidade de seus aliados. O senador relembrou dos inúmeros escândalos que despontaram na gestão. “Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia – e sem quaisquer constrangimentos – o gravíssimo aparelhamento partidário da máquina governamental”.

Tempo esgotado. O pré-candidato tucano falou durante 15 minutos e não concedeu aparte para conseguir concluir um discurso de cinco páginas e meia. No início da sessão plenária, antes da ordem do dia, os oradores inscritos têm apenas dez minutos para discursar. Na presidência da Casa, a senadora Marta Suplicy tocou insistentemente a campainha, por cinco vezes, para lembrar Aécio que seu tempo estava esgotado. Encerrado o discurso, ela teve de ouvir os protestos do senador tucano Mário Couto (PA), que lhe cobrou o tratamento diferenciado concedido ao presidente do Senado, José Sarney. Há 20 dias, quando Sarney subiu à tribuna para fazer um discurso segurança, a presidente em exercício Marta Suplicy foi bem mais flexível, concedendo 45 minutos.

“Aqui não tem regimento. Para o Sarney ela desligou o cronômetro. O Aécio ela não deixa falar”, reclamou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PB). Diante dos protestos, Marta assumiu a diferença de tratamento: “Fiz uma liberalidade com o senador Aécio, agora; e uma liberalidade com o presidente Sarney, por decisão própria”. Mário Couto reagiu aos gritos. “A senhora manda e desmanda, faz o que quer?”, indagou Couto, ao que Jarbas completou: “É o PT que faz o que quer. Querem fazer o Senado de idiota.”

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