Ação Agora – Por Arthur Bisneto

Arthur Bisneto - Deputado Estadual  (PSDB-AM)
Arthur Bisneto – Deputado Estadual (PSDB-AM)

A desorganização federal vem causando sérios prejuízos ao Amazonas. Além das constantes ameaças à Zona Franca, há a redução do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o aumento do preço dos itens da cesta básica. Juntas, todas essas questões viraram uma grande salada para o Estado.

Eu realmente não entendo o otimismo da presidente Dilma. Não entendo porque ela vem afirmando que a inflação está sob controle. As pesquisas e o próprio dia a dia nos mostram que a alta de preços ocorre em praticamente todos os produtos e setores. E esta problemática não atinge só aos cidadãos. Os municípios amazonenses estão entrando em colapso com a redução dos valores repassados por meio do FPM. Junho e julho tiveram quedas de 20 a 30%. Só para esclarecimento: Este fundo é calculado com base na quantidade de habitantes de cada município, dos valores arrecadados pelo Governo Federal com o Imposto de Renda e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), descontados as restituições e os incentivos fiscais concedidos pela União. Ou seja, toda vez que o governo concede um incentivo à indústria automobilística, de móveis ou de eletroeletrônicos da linha branca, os recursos que seriam repassados aos municípios pelo FPM deixam de chegar até eles. Por isso, há uma reclamação geral dos gestores públicos com a forma pela qual o governo federal tem desonerado os impostos para aquecer a economia.

Eu gostaria de chamar a atenção das lideranças amazonenses que estão no Congresso Nacional – mais próximas à cúpula das decisões que movimentam o país – para que nos ajudem a buscar soluções para todas essas problemáticas. Até quando outras regiões do país serão beneficiadas em detrimento da nossa Zona Franca? Será que indústrias e mais indústrias terão que deixar o Amazonas para que se perceba a gravidade da situação? Penso que já está mais do que na hora de pensarmos em um novo modelo econômico para o Estado. Por que não valorizarmos o que vem da floresta? Por que não trabalhar nossa biotecnologia? Está  na hora de agirmos. Independente da diferença entre partidos políticos, em ações que envolvam o Amazonas, as forças devem ser conjuntas.

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