A Menina que Ousou Contestar – Por Rachel Sheherazade

Num país dominado por extremistas religiosos que usam a violência para manipular o povo e dominar a nação, onde mulheres são condenadas ao jugo do homem e à ignorância eterna, uma menina ousou contestar.

Malala só queria ter o direito de estudar. No caminho da escola, enfrentava terroristas que a ameaçavam com armas ou ácido. Até que um dia foi alvejada: um tiro covarde lhe atravessou a cabeça.

Pela graça de Alá, a menina sobreviveu, e renasceu, 6 dias depois, ainda mais forte, ainda mais corajosa, ainda mais iluminada.

Malala virou exemplo de resistência, símbolo da luta pela igualdade dos gêneros, contra a exploração de crianças e pelo acesso universal à educação.

Por não ter se conformado em viver na ignorância, por não ter se deixado vencer pela força ou calar por ameaças, Malala não recebeu o Nobel, mas ganhou o Prêmio Sakharov para Liberdade do Pensamento.

Mas, a paquistanesa tem pouco a comemorar. Sua luta apenas começou. Idealista, anunciou que vai entrar na política para mudar seu país através da educação.

Ontem, Malala desabafou: “O mal de nossa sociedade e de nosso país é sempre esperar que outra pessoa conserte as coisas por nós”.

Qualquer semelhança do Paquistão com nosso Brasil não é mera coincidência.

 

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